[[legacy_image_68281]] Novo relatório feito pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) mostra que a situação da Ponte dos Barreiros, em São Vicente, é pior do que a divulgada anteriormente pelo próprio IPT. No documento, ao qual A Tribuna teve acesso nesta quinta-feira (26), o número de pilastras que necessitam de intervenção de emergência subiu de 16 para 50. Desde domingo a Prefeitura já trabalhava com esse total e informou que começará as obras urgentes nas próximas semanas. O local segue interditado para veículos. O novo relatório foi encaminhado à Secretaria Estadual de Logística e Transportes no último dia 20. Procurado para explicar o motivo do aumento de estacas comprometidas, o IPT não se manifestou. Prefeitura e Estado também não explicaram essa situação. O Governo Estadual informa que o laudo do IPT será anexado pela Secretaria de Desenvolvimento Regional no convênio de repasse para a Prefeitura de São Vicente. “O documento também poderá ser anexado pela Prefeitura no pedido à Justiça”, diz, em nota. Também em nota, a Administração Municipal reiterou que o Governo Federal destinará R\$ 48 milhões para a reforma total da ponte. Para a primeira etapa (obras emergenciais), a estimativa é de entrega em 90 dias após o início. A segunda, com obras gerais, começará após a primeira, com conclusão prevista para nove meses. “O valor estimado é de R\$ 40 milhões. O restante do recurso será aplicado na recuperação da estrutura ferroviária, conforme recomendação do Governo Federal, tendo como objetivo deixá-la em condições para receber o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT)”. A Prefeitura não respondeu se dispensará os R\$ 4 milhões oferecidos pelo Estado, já que conseguiu o valor total com a União. Estado O Governo do Estado “reafirma o compromisso assumido com São Vicente com R\$ 4 milhões para a contratação das obras de manutenção e correções emergenciais na estrutura da ponte”. A Secretaria de Logística e Transportes entende que “a decisão da União de garantir recursos adicionais para obras na Ponte dos Barreiros reforça a convicção do Governo de São Paulo de que a reforma e manutenção da ponte sempre foram de responsabilidade da Prefeitura”, afirma a nota.