A piscina não é limpa há meses (Arquivo pessoal) Moradores da Rua Tapuias, no bairro Parque São Vicente, em São Vicente, têm passado por situações desagradáveis nos últimos meses. De acordo com uma moradora da mesma rua, que preferiu não se identificar, um homem jogou peixes na piscina da casa dele e a parou de limpar em fevereiro deste ano. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Segundo a moradora que procurou A Tribuna, três pessoas moram na casa, sendo uma idosa com mais de 80 anos, sua filha e o genro. “Já falei com a senhora sobre a piscina e ela disse que não gosta do jeito que está, mas não tem voz ativa”. Outros vizinhos já teriam tido dengue e chikungunya por conta da alta quantidade de mosquitos que se acumulam em volta da piscina. Como forma de tentar amenizar o problema, um dos moradores colocou alguns peixes da espécie carpa na piscina. O marido da mulher, que denunciou o problema, possui polimiosite, doença autoimune, inflamatória e degenerativa que afeta os músculos, causando dor, fraqueza e cansaço. “No condomínio, pessoas já tiveram dengue e chikungunya. Meu esposo, inclusive, teve surto de sua doença reumatológica potencializada por agente externo”. A mulher relata que a sensação é de insegurança. "Tenho medo de meu esposo ficar pior, pois quando meu marido ficou internado, o Reação em Cadeia da Polimerase (PCR) dele chegou a 21. Tinha que dar comida na boca, só comia líquidos, pois a doença deu disfagia (dificuldade em engolir alimentos, líquidos ou saliva, que pode acontecer em qualquer etapa entre a boca e o estômago). Carreguei no colo, pois ele não andava, limpava quando ele evacuava e dava banho em cadeira de banho”. Além das complicações que enfrentou com o marido, ela não consegue deixar abertas as janelas de sua casa, já que há muitas moscas e mosquitos ao redor de sua casa. “Em cada lugar da casa tem um inseticida spray”. Na tentativa de alertar sobre a situação, uma das vítimas prejudicadas pela piscina fez um banner sobre a dengue. “Eu choro, oro e peço a Deus que possa ter uma vida normal. Eu sofro por todos que possam ficar doentes por causa da dengue”, concluiu a mulher. O que diz a Prefeitura? A Prefeitura de São Vicente, por meio da Secretaria da Saúde (Sesau), informou que o imóvel é monitorado pela equipe de Controle de Vetores Municipal e recebe fiscalização zoosanitária. No mês de julho, a equipe realizou a vistoria em todo imóvel e não foram encontradas larvas de mosquitos transmissores de Arboviroses. O responsável foi orientado para medidas de controle e prevenção. Em agosto, durante nova vistoria, foram encontradas larvas no imóvel, pois o responsável não seguiu as últimas orientações. Assim, foi aberto um auto de infração. Já em setembro, a vistoria foi recusada e, em outubro, o imóvel estava fechado. A Sesau concluiu que seguirá com o auto de infração.