Além das dores e sangramentos, Edangelo tem dificuldade para falar (Reprodução) Um homem de 44 anos com câncer não consegue realizar a troca de um equipamento de traqueostomia enferrujado que tem no corpo. Segundo familiares, ele já passou pelo Ambulatório Médico de Especialidades (AME) de Santos, que o encaminhou para o Pronto-Socorro Central de São Vicente. Só que o paciente alega que no PS os profissionais se recusaram a fazer o procedimento e o enviaram para o posto de saúde do Saquare, no bairro México 70. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Edangelo de Barros está tentando descobrir qual é o tipo de câncer que possui e, por conta disso, utiliza o aparelho de traqueostomia. Segundo sua prima, a designer de interiores Raquel Thaís Bandeira, Edangelo já não aguenta mais de tanta dor. “Ele não sabe mais para onde correr”, desabafa. “Estamos com muito medo de que esse aparelho, enferrujado, cause alguma lesão interna nele”, afirma Raquel, que acrescenta que o primo, além das dores, tem sangramento no local. Segundo ela, já foram feitas duas biópsias, mas ainda não se chegou a uma conclusão do estado de saúde de Edangelo. “O médico do AME de Santos está investigando o caso dele para descobrir qual é o câncer e se tem tratamento”. Em um vídeo enviado para A Tribuna, a mãe de Edangelo reclama sobre a situação de ter que ir em diversos hospitais e por não conseguir a troca do equipamento. Edangelo também fala, com dificuldade, em alguns trechos: “Eu quero que isso acabe logo, os remédios não estão fazendo mais efeito, e quando terminam, também é muita burocracia para conseguir outros”. Posicionamento A Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo infomou, por meio do Departamento Regional de Saúde (DRS) da Baixada Santista, que o paciente realiza acompanhamento no AME de Santos na especialidade de cirurgia de cabeça e pescoço. Quanto à troca da cânula de traqueostomia, a pasta alega que a responsabilidade é do município. Em nota, a Prefeitura de São Vicente, por meio da Secretaria da Saúde (Sesau), informou que "entrou em contato com o Programa Melhor em Casa, do sistema de atenção à saúde do Sistema Único de Saúde (SUS), que solicitou à cuidadora do paciente o histórico e o agendamento para uma visita a domicílio. O procedimento é necessário para que haja uma avaliação determinando se a troca do aparelho para traqueostomia pode ser feita em casa ou se há necessidade de intervenção cirúrgica. O procedimento também é imprescindível para constatar o tipo de aparelho necessário para atender o paciente da melhor forma".