Moradores da Área Continental avaliam a forma de governar a Cidade mais positivamente do que os residentes na Área Insular (Matheus Tagé/Arquivo AT) A maneira como o prefeito Kayo Amado (Pode) administra São Vicente tem aprovação de 76,5% dos entrevistados. Outros 21,1% a desaprovam, e 2,4% não souberam responder. É o que indica levantamento feito a uma semana da eleição do próximo domingo pelo Instituto de Pesquisas A Tribuna (IPAT). Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! O índice caiu além da margem de erro da pesquisa, de 3,5 pontos percentuais para mais ou para menos, na comparação com os 80,6% de aprovação e 13,7% de reprovação obtidos em 23 e 24 de agosto. Outros 5,6% não souberam opinar. De forma mais ampla, os conceitos ótimo e bom expressos pelos eleitores ouvidos pelo IPAT se estabilizaram: somados, eram de 66,8% e passaram para 67,1% (27,4% de ótimo e 39,7% de bom), com regular indo de 23% para 21,3% e as avaliações negativas subindo de 7,7% para 10,4% (4% de ruim e 6,4% de péssima). Não soube, 1,2% (eram 2,5%). Quando se separam as respostas por região de moradia, eleitores da Área Continental conferiram 82% de aprovação e 16,2% de desaprovação ao modo como Amado administra a Cidade, e 1,8% não respondeu. Na Área Insular, 74,5% o aprovaram, 22,9% o desaprovaram e 2,7% não souberam responder. Eleitores também dizem o que deve fazer quem assumir a Prefeitura (Vanessa Rodrigues/AT) A partir de janeiro As diferenças foram suficientes para alterar respostas dos eleitores a respeito do que deveria fazer quem assumisse a Prefeitura em 1o de janeiro próximo, na comparação com a gestão atual. Antes empatadas com 31,6% cada uma na pesquisa de agosto, a declaração “mudar apenas algumas coisas” passou para 42,7% do total, e “manter boa parte do que foi feito”, para 23,9%. Menos entrevistados julgaram que se deve manter tudo o que foi feito, com queda de 25,1% para 19,4%, e a opção “mudar tudo que foi feito” foi de 10,4% para 13%. Não soube responder 1%, ante 1,4% na sondagem anterior. Registro O IPAT entrevistou 817 eleitores com 16 anos ou mais, pessoalmente, nas áreas Insular (72,8% dos consultados) e Continental (27,2%) da Cidade, nos dias 29 e 30 de setembro. A margem de erro é de 3,5 pontos percentuais para mais ou para menos. Encomendada por A Tribuna, a pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral e protocolada sob o número SP-04474/2024. O nível de confiança estimado é de 95%. Cenário inalterado Não houve mudança na disputa pela Prefeitura de São Vicente. Kayo Amado caminha a passos largos para conquistar areeleição no próximo domingo, devendo atingir uma votação histórica, conforme atesta a pesquisa IPAT realizada em 29 e 30 de setembro,a uma semana do pleito. Ele ampliou ainda mais a intenção de voto em relação à pesquisa de um mês atrás, chegando a incríveis 80,8% (tinha 75,9% em 23 e 24 de agosto). Seus adversários têm percentuais muito baixos, e não avançaram nas últimas semanas. Rosana Caruso, a segunda classificada, praticamente não variou (tinha 3,6% em agosto; agora está com 3,7%), e todos os candidatos reunidos atingem apenas 8,9% das intençõesde voto, incluindo-se aqui Rui Elizeu (PSOL), que está inapto pela Justiça Eleitoral a concorrer em razão da desistência de sua vice, Venusta Fukushima. Kayo lidera, com folga impressionante, na Área Continental e na parte Insular, e em todos segmentos (sexo, idade, renda, escolaridade, religião), e tem rejeição mínima (apenas 5,6%). Apesar de ligeira queda no índice de aprovação de seu governo, que recuou de 80,6% para 76,5%, isso não afeta seu desempenho eleitoral. A eleição para vereador já mobiliza os eleitores vicentinos, uma vez que caiu de 55,9% para 41,8% a quantidade dos que ainda não sabem em quem votar para a Câmara Municipal, mas ainda há muitos indecisos e espaço para a conquista de apoios até domingo. Kayo Amado segue firme na liderança e deve ser reeleito no próximo domingo, em primeiro turno, ficando a disputa pelo poder local adiada para 2028, quando provavelmente outras lideranças, hoje com o atual prefeito, deverão apresentar-se como candidatos. Comentário Alcindo Gonçalves. Engenheiro, cientista político, professor da UniSantos e responsável pela metodologia e RI do IPAT