[[legacy_image_253344]] Dois meses após a confirmação da empresa vencedora da licitação para implantação do estacionamento rotativo em São Vicente, em dezembro do ano passado, a cidade ainda não conta com essa modalidade de vagas. Enquanto isso, os motoristas que circulam pelo Centro estacionam sem qualquer restrição de horário ou tempo de permanência. Placas antigas chegam até a confundir os mais desavisados. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Em dezembro, a empresa Estacionamientos y Servicios, S.A. do Brasil (Eysa) foi declarada vencedora do certame pela Comissão de Licitação, superando as empresas Datacity Serviços Ltda. e Serttel Soluções em Mobilidade e Segurança Urbana Ltda. No entanto, em 14 de fevereiro, foi publicada no Boletim Oficial do Município a desclassificação da Eysa. De acordo com a Prefeitura, que se manifestou por nota, a empresa “não atendeu aos requisitos técnicos na realização da prova de conceito”. A Eysa ingressou com mandado de segurança, obteve liminar (decisão provisória), e se suspendeu o processo de licitação. “Ao todo, são quatro empresas que participam”, acrescenta a Administração. Em jogo [TEXTO][TEXTO]Na licitação, serão contempladas, aproximadamente 3,6 mil vagas, cujo critério será o estacionamento pelo período de até duas horas nas vagas do Centro e cinco horas na orla da praia. A licitação prevê que a empresa vencedora ofereça sistema de vendas por aplicativo. A sinalização horizontal e a vertical deverão ser providenciadas pela vencedora do certame. Enquanto isso... [TEXTO]A Tribuna esteve no Centro de São Vicente na manhã de ontem e observou como a adoção do estacionamento rotativo poderá ser um golpe na terra sem lei das vagas em pontos importantes, como a Praça Barão do Rio Branco. “Não há uma garantia oficial (aos motoristas que estacionam no local). Para mim, desse jeito, está bom. Damos uma ajuda aos moradores de rua que ficam olhando, com quem a gente pega alguma afinidade no dia a dia. Se fizerem certinho (o serviço oficial), beleza. Senão, deixo com os moradores de rua”, diz o caminhoneiro Anderson Luiz. Outro frequentador habitual do local, um aposentado reforça o apoio à “atividade informal” dos sem-teto. “Aqui, não tem nada disso. Não tem amarelinho, nada disso”, explica ele, enquanto aponta para o flanelinha Gabriel Alves. “A gente dá uma força, olha os carros, para não virar uma bagunça”, explica o guardador. A representante Nádia de Genaro não crê na viabilidade do sistema de estacionamento rotativo em São Vicente. “Há muitos comércios nesta área. Sinto que é algo que vai atrapalhar um pouco (quando for implementado). Já é uma dificuldade para estacionar e ter que sair a cada duas horas atrapalha. Acho que, aqui, não é viável”, observa. “Além disso, estacionamentos particulares cobram preços altíssimos. Como iniciativa, pode ser boa, mas precisa ser muito bem pensada. Fora que os cartões devem ser encontrados mais facilmente”, considera a representante. Histórico Havia estacionamento rotativo em São Vicente até 2020, quando foi suspenso. Na licitação que está interrompida judicialmente, são previstas duas modalidades de parada regulamentada. Na Zona Azul, custaria R\$ 2,00 por hora e R\$ 4,00 por duas horas, das 8 às 18 horas de segunda a sexta-feira, e das 8 às 14 horas aos sábados. Na Verde, valeria todo dia, das 8 horas à meia-noite, a R\$ 1,40 por hora e R\$ 7,00 por cinco horas. O comércio de bilhetes seria eletrônico, com tíquetes virtuais e pontos de venda.