Alexandre e Marilene foram votar neste domingo (4). (Alexsander Ferraz) Acessibilidade é uma das medidas adotadas pela Justiça Eleitoral para garantir que pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida possam exercer o direito ao voto. Neste domingo (4), eleitores precisaram de recursos e auxílio para chegar às seções em um colégio particular no bairro Itararé, em São Vicente, no litoral de São Paulo. Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! De acordo com o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), no Estado, 510.998 eleitores informaram à Justiça Eleitoral possuir algum tipo de deficiência ou dificuldade que pode impactar o exercício do voto. Desse total, 158.316 (28,55%) declararam deficiência relacionada à locomoção. Entre os eleitores que foram às urnas no local estava o segurança patrimonial Alexandre Neves Ernandes Junior, de 37 anos. Ele passou por um tratamento contra o câncer em 2006 e teve a perna esquerda amputada em 2010 após complicações. Alexandre usa prótese desde 2010, quando teve a perna amputada (Alexsander Ferraz) "O que me trouxe é tentar fazer o mínimo: votar certo. Cada um tem seu candidato. Tem que respeitar, mas o mundo precisa mudar. Precisa mudar a política, muita coisa ainda", afirmou. Alexandre disse que mantém o hábito de participar das eleições mesmo com a deficiência. "Não pode deixar de votar", destacou. Aposentada vai de triciclo A aposentada Marilene Fernandes Amorim, de 74 anos, também precisou de um recurso para se locomover até o local de votação. Ela foi ao colégio de triciclo, três meses após passar por uma cirurgia no joelho. Marilene foi votar de triciclo após passar por uma cirurgia no joelho (Alexsander Ferraz) "Eu faço questão de votar porque acho que é muito bom a pessoa ter sua opinião própria e ver se melhora um pouco o Brasil. É muito importante votar", afirmou. Marilene contou que ainda não consegue andar normalmente, mas já se adaptou ao equipamento. "Já acostumei tanto com o triciclo que não vou querer sair mais", brincou. Flagra A equipe de reportagem flagrou ainda o momento em que uma idosa que usava bengala precisou da ajuda de uma fiscal de acessibilidade para passar por uma grelha metálica na área de votação. Equipe flagrou momento em que idosa precisou receber auxílio (Alexsander Ferraz) Acessibilidade Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), pessoas com deficiência, mobilidade reduzida, idosos com 60 anos ou mais, gestantes, lactantes e pessoas com crianças de colo têm direito a atendimento prioritário. O eleitor com deficiência também pode solicitar a transferência para uma seção com acessibilidade. No momento da votação, mesmo sem ter feito solicitação prévia, pode informar suas limitações ao mesário para que sejam buscadas soluções que facilitem o exercício do voto. Também é permitido, quando imprescindível, que uma pessoa de confiança acompanhe o eleitor na cabine e até mesmo digite os números na urna, desde que autorizada pelo presidente da mesa.