Três chapas estão na disputa, cada uma com 38 integrantes (Reprodução) Tomará posse, em 28 de outubro, Dia do Servidor Público, a diretoria eleita para o comando do Sindicato dos Servidores Municipais de São Vicente (SindServSV). Venceu a chapa 1, liderada por Júlio Cezar Franco Jeremias, que é diretor de Cultura e Esportes na atual gestão. Ela recebeu 383 votos, ou 46,7% do total válido — excluídos em branco e nulos. O mandato terá duração de quatro anos. A chapa 3, de oposição e encabeçada por Priscila Costa Bazo Lourenço, obteve 241 votos (29,4% dos válidos). Em terceiro lugar, ficou a chapa 2, que tinha à frente Marcelo Arias, atual secretário-geral do sindicato, com 148 votos (18,1% dos válidos). Cada chapa teve 38 integrantes. A eleição do SindServSV teve duas etapas. Na primeira, nos dias 1º e 2, não houve quórum, porque menos de dois terços dos associados votaram. A etapa final ocorreu nos dias 11 e 12, quarta e quinta-feiras passadas, e nela se definiu o resultado. Nesses últimos dias, funcionários públicos disseram, sob anonimato, que a atual diretoria havia contratado servidores da Guarda Civil Municipal (GCM) para atuar armados como motoristas dos carros que transportavam seis urnas volantes. Agentes armados estariam intimidando eleitores nos trajetos e locais de votação. Conforme apurado por A Tribuna, o primeiro turno já teve problemas com a contratação de seguranças e “jagunços” por parte da atual direção do sindicato. Os apoiadores da oposição afirmaram ter lidado com intimidação e agressão por parte dos contratados. Em nota, a Prefeitura informou que a Guarda Municipal não exerceu função institucional nas eleições sindicais. Nenhum agente foi orientado ou autorizado a realizar serviços de segurança ou transporte durante seu turno de trabalho. Procurado pela reportagem, o Sindicato dos Servidores Municipais de São Vicente informou que, em razão do justo receio de violência entre as partes concorrentes, contratou seguranças para atuarem durante o pleito. Além disso, confirmou que agentes da Guarda Municipal de fato foram contratados para trabalhar como motoristas dos veículos que transportavam as urnas itinerantes, mas não tem ciência do uso armas ou da prática de qualquer ato de intimidação aos concorrentes ou eleitores.