[[legacy_image_43289]] 60 marmitas, 30 cafés da manhã e 20 cestas básicas. Estas são as doações semanais de Maria Amelia Simão, de 56 anos. Ela começou a ajudar as famílias carentes da região no início da pandemia, quando a dentista criou o projeto ‘Sementinha de Amor’. “Achei injusto estarmos dentro de casa e recebendo, enquanto uma grande parte das pessoas ficou sem ter o que comer. Então decidi fazer comida e sair pelas ruas entregando”, destaca. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! Desta forma, Maria Amelia pensou no nome “Sementinha de Amor” e criou redes sociais para o projeto para que a ação chegasse ao alcance de mais pessoas: “Me comovi com o pedido de comida de muitas pessoas”. Hoje, tudo que a dentista recebe é fruto de doações: “Desde comidas até roupas e cobertas. Moro em São Vicente, mas como recebo ajuda de pessoas de Santos, entrego nas duas cidades”, relata. A voluntária explica que a seleção dos beneficiários é de acordo com representantes de cada bairro. “Vou nos bairros mais afastados e populosos e encontro um representante de cada comunidade. Eles me indicam e fazem o cadastro das famílias que estão sem renda”, explica. Em seguida, a dentista realiza a entrega. Porém, ela ressalta que, mesmo sem o cadastro, também entrega cestas básicas ou marmitas para pessoas que pedem durante a distribuição. [[legacy_image_43290]] Apesar de iniciar o projeto por conta própria, atualmente o ‘Sementinha de Amor’ possui mais colaboradores. “Depois de um ano, algumas pessoas me ajudam com doações e agora tenho duas amigas que vão comigo nas entregas”, relata. Da acordo com a dentista, ela tentou oferecer serviços odontológicos gratuitos, mas não deu certo por falta de espaço. Desta forma, Maria Amelia encontrou outra maneira de ajudar. “Eu me sinto uma pessoa melhor, porque mesmo sendo pouco, eu consigo levar não só comida, mas um pouco de carinho a todas essas pessoas em situação de rua e famílias que passam por necessidades”, destaca. “Sinto que estou fazendo algo para amenizar a dor dos outros. Isso não tem preço. Amo ajudar e fazer o bem”, finaliza a voluntária.