Lenda faz parte dos contos do século 16 (Reprodução/Redes sociais) São Vicente possui diversas lendas, e a do Ipupiara (ou Hipupiara) é uma das mais famosas. De acordo com a história, o monstro, que parecia um leão-marinho, possuía 3,5 metros de altura, braços longos, pés de barbatanas, dentes pontiagudos, corpo coberto de pelos e focinho com bigode. Sua estátua na Praça 22 de Janeiro foi queimada em 2016. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! A lenda Segundo o livro ‘História da Província de Santa Cruz’, escrito por Pero de Magalhães Gândavo em 1576, Irecê, uma índia escrava, fugia todas as noites para se encontrar com seu Andirá, seu provável namorado. Uma feiticeira da região sabia dessas fugas noturnas e aconselhou Irecê. “Conte a verdade ao seu senhor, os espíritos do mar não gostam disso, não… e, de repente, podem mandar um castigo para você”, disse a feiticeira. Em um certo dia, em 1564, a índia não viu seu Andirá na canoa à beira d’água em que ele sempre a esperava. Ela fez barulho de um pássaro noturno, que era combinado entre eles, na tentativa de receber algum sinal de seu caso. Porém, ele não apareceu. Quando voltava para a casa de seu senhor, Irecê escutou dois gritos estranhos vindos da praia, que corresponde à praia do Gonzaguinha atualmente. Em seguida, se assustou quando viu uma criatura gigantesca e correu para a Casa de Pedra procurando o capitão da vila, Baltazar Ferreira, que estava dormindo. Após a índia insistir para que Baltazar fosse até a praia impedir que o bicho fizesse algo na vila, o capitão foi conferir a situação. Chegando lá, golpeou a criatura na região da barriga com uma espada. Por conta do golpe, foi jorrada uma grande quantidade de sangue e o bicho gritou tão alto que acordou os outros moradores da vila. Os habitantes se reuniram em uma praça para ver o corpo da criatura, que havia sido levada até lá. Estátua pegou fogo Como forma de homenagem à lenda, Ipupiara ganhou um monumento na Praça 22 de Janeiro, no Centro de São Vicente. Porém, durante a madrugada do dia 24 de fevereiro de 2016, a estátua foi incendiada. Os moradores da região acionaram o Corpo de Bombeiros (CB) por volta das 2h20, quando o fogo se iniciou. Não se sabe se o incêndio foi acidental ou criminoso. Estado do monumento após incêndio (Carlos Abelha/TV Tribuna)