A vida da comerciante Jéssica Gonçalves dos Santos, de 34 anos, que mora em São Vicente, no litoral de São Paulo, mudou completamente após um diagnóstico inesperado em maio de 2024. Mãe de uma menina de 6 anos, chamada Ísis, a vendedora enfrenta uma batalha contra o câncer do colo do útero em estágio avançado e recorre à solidariedade para dar continuidade ao tratamento. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Segundo Jéssica, os primeiros sintomas eram discretos, como desconforto durante relações sexuais, fluxo menstrual intenso e cólicas frequentes. Com o tempo, surgiram dores mais fortes, perda de peso e alterações intestinais. Ao buscar atendimento, veio a confirmação do tumor, já com mais de quatro centímetros, o que impossibilitou a cirurgia inicial para retirada. Ela passou por uma laparotomia exploratória, um procedimento cirúrgico, com retirada dos ovários e trompas, e iniciou rapidamente sessões de radioterapia e quimioterapia. Apesar do tumor inicial ter regredido, a doença já havia se espalhado para órgãos como pulmão e fígado. Após diferentes protocolos de quimioterapia sem sucesso, a esperança passou a ser o uso do medicamento Cemiplimabe, uma imunoterapia que estimula o sistema imunológico a combater as células cancerígenas. No entanto, o tratamento tem alto custo: as primeiras doses chegam a cerca de R\$ 150 mil, e cada aplicação pode custar, em média, R\$ 70 mil. Segundo Jéssica, além do desafio financeiro, há também a burocracia para conseguir o medicamento via sistema público. A família já entrou com pedido judicial, mas o processo depende de etapas que levam tempo. “A gente calcula mais ou menos dois meses para a Secretaria da Saúde dar uma resposta e conseguir uma liminar com o juiz. Só que o tratamento precisa ser feito a cada 20 dias. Estamos arrecadando dinheiro justamente para ganhar tempo e conseguir pelo menos duas doses nesse período”, explica. Ela reforça que a arrecadação tem um objetivo claro: garantir a continuidade do tratamento enquanto aguarda a decisão judicial. “Mesmo com toda a dificuldade, a gente precisa lutar pela vida. Esse medicamento é essencial, mas não está disponível no SUS e é muito difícil conseguir por conta da burocracia”, afirma. Internações Além das dificuldades financeiras, Jéssica também já enfrentou internações recentes devido à baixa imunidade e infecções causadas pelos tratamentos. Ainda assim, mantém a esperança. “O mundo caiu quando recebi o diagnóstico. O desespero veio principalmente por causa da minha filha. Tudo o que eu peço a Deus é a oportunidade de vê-la crescer”, relata. Diante da situação, familiares e amigos organizaram uma campanha para arrecadar recursos. As contribuições podem ser feitas via Pix, através da chave 13 98802-0566 - número em que também é possível entrar em contato com Jéssica, pelo WhatsApp. Também está programado um evento solidário no dia 24 de abril, às 20h, no Espaço da Mama, na Praça João Pessoa, em São Vicente. O evento contará com comida de boteco, música ao vivo, sorteios, bebidas inclusas e espaço kids. Os convites custam R\$ 70. Jéssica também faz um apelo para quem não puder contribuir financeiramente. “Peço que compartilhem. Isso já ajuda muito. Toda forma de apoio faz diferença nesse momento”, diz.