[[legacy_image_84711]] A Prefeitura de São Vicente preparou um esquema especial de atendimento para barrar a proliferação de casos de escabiose, conhecida como sarna humana, na Área Continental do Município. Já há 15 famílias com a doença na comunidade Fazendinha, totalizando 156 registros. Os trabalhos começaram nesta terça-feira (27), focados em cinco delas - todas foram atendidas por uma enfermeira e uma médica dermatologista do Município. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! “A gente vai fazer, agora, esse primeiro atendimento. Vamos levar medicações e loções (para pele) para a pessoa já contar com esse material. Estamos dando alerta às unidades de saúde daquela região, como Samaritá, Parque da Bandeiras e Vila Ema, para identificar se pacientes estão chegando com esse tipo de lesão”, explica a diretora de Atenção Básica da Cidade, Paola Bueno. Se forem registradas mais queixas nos próximos dias, serão adotadas novas ações, acrescenta Paola. “Temos de agir o mais rápido possível e tratar os casos de forma simultânea para que eles não se espalhem, porque essa é uma doença que possui contágio direto, ainda mais se a pessoa estiver com a imunidade baixa. Nosso plano de ação será traçado a partir dessa abordagem inicial”. Início A diretora explica, no entanto, que ainda não é possível saber como surgiram os primeiros casos nem como essas pessoas contraíram a doença. Porém, as reclamações de sarna humana na Fazendinha começaram a surgir na última segunda-feira. “As famílias alegam que, por conta da proximidade com Praia Grande, talvez possa haver alguma relação com o surto que ocorreu lá. Contudo, nada evidencia isso”. Saiba mais A sarna humana é uma doença infecciosa causada por um parasita chamado Sarcoptes scabiei, que atinge a pele e leva ao aparecimento de sintomas como coceiras e lesões. Essas manifestações podem surgir, principalmente, nas mãos, entre os dedos, no pulso e nas axilas. “Essa sarna que a gente pega não é a sarna do animal”, destaca Paola. O dermatologista Enio Zyman conta que a doença é transmitida facilmente pelo contato entre as pessoas, por isso pode afetar todos os integrantes de uma família. “Com frequência isso acontece, mas depende dos hábitos de higiene, por exemplo”. Trocar roupa de cama e toalhas de banho e rosto diariamente é uma das recomendações. “Não é necessário ferver as roupas ou colocar vinagre, como se ouve muito por aí. Lavar é suficiente”, diz Zyman. Já o tratamento pode ser feito com medicação e loção tópica, de acordo com cada caso, e precisa ser repetido entre sete e dez dias.