Famílias poderão acolher em casa, temporariamente, uma criança ou um adolescente de até 18 anos (Fernanda Luz/Arquivo AT) Famílias vicentinas poderão abraçar crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade que foram afastadas do convívio familiar. A então prefeita em exercício Sandra Conti (União) sancionou, neste mês, o programa Família Acolhedora. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! Famílias poderão acolher em casa, temporariamente, uma criança ou um adolescente de até 18 anos, oferecendo, por exemplo, alimentação e convívio familiar, até que retornem às famílias de origem. Inicialmente, devem ser atendidos cinco crianças e jovens. Assistente de Desenvolvimento Social da Prefeitura, Vanessa de Sá afirma que o programa terá impacto positivo aos atendidos, “porque é o momento mais difícil que eles estão passando e precisam de afeto, de segurança, de uma atenção individualizada. Essas famílias vão ser capacitadas, selecionadas para poder ofertar isso”. Vanessa destaca que, no programa, “o objetivo principal é que as crianças retornem para suas famílias de origem, mas nós vamos atender também aquelas crianças e aqueles adolescentes cujos pais perderam o poder familiar e que vão mais retornar para a família de origem”. “Por causa da idade, principalmente os adolescentes acabam não sendo adotados. Normalmente, a fila de adoção é de crianças pequenas, bebês, recém-nascidos. Esses adolescentes, que não têm perspectiva de adoção e não podem retornar à família de origem, também vão ser contemplados com esse serviço de acolhimento, porque eles têm direito à convivência familiar”, acrescenta a assistente. Segundo ela, essas crianças e adolescentes são afastados do convívio familiar por ordem judicial, por isso, a assistente social conta que o programa é uma medida de proteção. “São, principalmente, crianças menores, cuja família precisa de um tempo para se reorganizar, para que elas retornem à família de origem.” Exigências As famílias que tiverem interesse em participar da Família Acolhedora precisam ser de pessoas maiores de 20 anos, moradores de São Vicente e ter aceitação de todo o grupo familiar. Também precisam dispor de tempo para cuidar de crianças e adolescentes. Vanessa ressalta que a família deve oferecer um lugar onde a criança ou o adolescente se sentirá protegido. Auxílio As famílias que forem selecionadas no programa receberão auxílio de um salário mínimo por criança ou jovem atendido. “(O valor a ser pago) É exclusivamente para ofertar os cuidados necessários dessa criança”, salienta Vanessa. Ainda não há data para o início do funcionamento do programa, de acordo com a Prefeitura. Os detalhes de como as famílias poderão se inscrever devem ser divulgados em breve. As regras estão no Boletim Oficial do Município do último dia 14, a partir da página 7, disponível neste link.