Caso foi registrado na tarde do último domingo (16) (Alexandre Aniz) Uma viatura da Guarda Civil Municipal (GCM) de São Vicente, no Litoral de São Paulo, foi flagrada estacionada em uma calçada, sobre uma faixa de pedestres, e em cima de uma rampa de acesso para cadeirantes. O caso foi registrado na tarde de domingo (16), na Avenida Marechal Cândido Mariano da Silva Rondon, em frente ao Pronto Socorro Central. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Segundo o advogado Alexandre Aniz, essa não é a primeira vez que isso acontece. "Infelizmente, é comum ver esse tipo de infração. Inclusive, já fiz registros desse tipo de situação no Gonzaguinha e na Praça dos Heróis de 32", afirma. Um outro registro também foi feito no último domingo (16), na Avenida Capitão Mor Aguiar, em frente à rodoviária do município. Na imagem, o veículo policial está parado no meio da rua, e também em cima da faixa de pedestres, sem ninguém dentro. Outro veículo foi flagrado em cima da faixa, na Avenida Capitão Mor Aguiar, em frente à rodoviária (Alexandre Aniz) "É crucial ressaltar que os guardas civis municipais são agentes públicos e estão sujeitos às mesmas leis de trânsito que qualquer cidadão brasileiro, as quais devem fazer cumprir", explica o profissional. A moradora e comerciante Joana Campos, de 37 anos, questionou as ações das autoridades. "A minha filha é cadeirante. Como que a gente passa na calçada em uma situação dessa? Voando? É uma situação bem desnecessária de se passar". De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), estacionar sobre a faixa de pedestres ou em locais destinados à acessibilidade é uma infração grave, e que resulta em multa de R\$ 195,23, adição de cinco pontos na carteira de habilitação e remoção do veículo. Resposta Em nota, a Prefeitura de São Vicente disse que a Guarda Civil Municipal dispõe da prerrogativa, segundo o Artigo 29 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), para "livre parada sobre a via pública no caso do atendimento de ocorrências". O município, por meio da Secretaria de Defesa e Organização Social (Sedos), afirma que será feita uma apuração para concluir se, na ocasião mencionada, os profissionais haviam parado a viatura para o atendimento de uma ocorrência ou não.