Imagem mostra exame de raio X e curativo em clavícula fraturada de bebê em São Vicente (Reprodução/Redes Sociais) Um bebê teve a clavícula deslocada durante o parto na Maternidade São José, em São Vicente, cidade do litoral de São Paulo. Os pais da criança compartilharam o ocorrido nas redes sociais e informaram que não foram prontamente atendidos pela equipe médica do hospital após a fratura e acusaram os profissionais de negligência. Clique aqui para seguir agora o canal da Tribuna no Whatsapp! A Prefeitura de São Vicente informou, em nota, que o bebê nasceu às 13h18 de segunda-feira, 8 de julho, de parto normal e sofreu uma distorção do ombro. Segundo os pais, a médica obstetra teria puxado a criança de uma forma muito brusca durante o parto, o que resultou na clavícula fraturada. O pai do recém-nascido relata não ter sido informado do ocorrido e, segundo ele, apenas no dia seguinte o bebê foi submetido a um raio X, que confirmou a lesão. Exame de raio X mostra fratura em clavícula de bebê recém-nascido em São Vicente (Reprodução/Redes Sociais) Ainda conforme o pai, o hospital não imobilizou o ombro do bebê e ofereceu apenas dipirona à criança que era incapaz de mamar por conta da dor. Ele e a esposa afirmam ter saído do hospital sem alta médica para buscar ajuda em outro local onde o bebê passou por um ortopedista que imobilizou o braço do recém-nascido e o encaminhou para um especialista pediatra. “É inaceitável que um hospital trate um recém-nascido com tamanho descaso. Exigimos justiça e mudanças urgentes para que outras famílias não sofram como nós sofremos”, diz. Curativo no ombro de bebê que teve clavícula fraturada em parto em São Vicente (Reprodução/Redes Sociais) O que diz a Prefeitura? A Prefeitura de São Vicente confirmou a lesão ocorrida no início da semana, mas afirmou que a distocia no ombro é um problema mecânico que acontece em 50% dos partos normais. A Administração alegou que assim que foi levantada a hipótese de que o bebê teria se machucado no parto foi feito um raio X para constatar a fratura e afirmou que, nestas situações, “não há necessidade de realizar exames adicionais”. Afirmou, ainda, que uma médica pediatra acompanhou todo o procedimento e informou os pais da criança sobre a necessidade de um tratamento ambulatorial. Segundo a Secretaria de Saúde, mesmo com essas informações e explicações sobre a necessidade de manter a internação na criança, os pais evadiram-se do hospital. Por fim, a pasta disse estar à disposição dos pais para o tratamento do recém-nascido e para prestar assistência à família.