A erosão acontece quando há perda de materiais, como areia e terra (Alberto Marques / Acervo A Tribuna) Os danos à infraestrutura das praias de São Vicente, incluindo o calçadão, os chuveiros e a própria faixa de areia, já são evidentes devido à erosão costeira e ao avanço do mar. A área da Praia dos Milionários, localizada na Baía de São Vicente, entra para a lista das que têm sido afetadas por processos erosivos intensificados pela urbanização e intervenções humanas ao longo dos anos. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! A Prefeitura de São Vicente, por meio da Secretaria de Meio Ambiente (Semam), informou em nota, que em parceria com instituições acadêmicas e especialistas, está desenvolvendo um projeto de recuperação e suavização dos impactos ambientais na região. O projeto ‘Ensaio de Recuperação de Praias’ propõe um experimento de retenção de areia utilizando estruturas de baixo impacto ambiental. Essas estruturas têm como objetivo desacelerar o fluxo das ondas, permitindo a deposição de sedimentos e a reconstrução gradual da praia. Segundo o Relatório de Execução Parcial do projeto, várias atividades já foram realizadas no primeiro ano de monitoramento, como: Análise da Dinâmica da Praia dos Milionários, Análise da Dinâmica das Ondas Incidentes, Monitoramento das Acumulações de Areia e Ações em Curso e Planejamento Futuro. Estragos nas praias de São Vicente devido à erosão costeira O Gonzaguinha e a Pontinha da Praia são outros pontos da orla vicentina afetados. Uma especialista em erosão costeira alerta que a situação, causada pelo avanço do mar e pelas chuvas, está perigosa para ambulantes, pedestres e moradores, embora os locais não tenha sido interditado. A erosão acontece quando há perda de materiais, como areia e terra. No último temporal intenso no litoral de São Paulo, ocorrido na terça-feira (18), choveu muito na região da orla de São Vicente, o que causou o desgaste do solo. É o que explica a Geógrafa e Docente do Instituto do Mar na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Breylla Campos Carvalho. A professora ainda ressalta que como a água não tinha para onde escoar, ela escoou indo em direção ao mar. Isso fez com que a água ‘lavasse’ a praia, carregando os sedimentos em direção ao mar.