[[legacy_image_316998]] O mês de dezembro mal começou, mas para alguns alunos da Escola Municipal de Ensino Fundamental Lúcio Martins Rodrigues, no Bairro Vila Margarida, em São Vicente, o ano letivo parece já ter chegado ao fim. Isso porque vários deles foram vistos rasgando o material escolar e deixando as folhas abandonadas no entorno do colégio. Em nota, a Prefeitura diz lamentar o episódio. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! A rebeldia dos estudantes ocorreu na segunda-feira (4), por volta do meio-dia, após as aulas do período matutino. Os alunos abriram as mochilas e passaram a arrancar as folhas de cadernos e apostilas e jogá-las na rua. (confira o vídeo abaixo) Consultada, a Prefeitura de São Vicente lamentou o caso, mas garantiu que a gestão e supervisão escolar vão "reforçar aos estudantes a importância da valorização do material escolar", que o considerou uma "ferramenta essencial para a formação do aluno". E finaliza, dizendo que "a educação é o principal mecanismo para um futuro melhor". Para um morador da região que não quis se identificar, o sentimento foi de surpresa quando voltou para casa e se deparou com toda a sujeira. “Primeiro foi minha mãe que viu. Ela tinha saído e na volta viu um monte de papel rasgado pela calçada, na frente das casas. E já tinha moradores limpando aquela bagunça, inclusive tirando dos bueiros para não correr o risco de entupir”, conta. Outro morador confirmou ter visto toda a ação dos alunos. “Tinha folhas de cadernos, folhas de livros rasgados e jogados por todo canto. Tinha até mochilas que a Prefeitura deu nesse ano”, relata, sem querer se identificar. O barulho causado pelos jovens também despertou a atenção. “Ouvi um barulho, mas nunca ia imaginar o que estava acontecendo. Sempre tem algum barulho, mas nunca algo nesse nível”, desabafa o morador, que afirmou ainda que algumas pessoas chegaram a ir até a escola para reclamar da atitude dos alunos. O morador ainda demonstrou irritação com a falta de atitudes da administração escolar e também do poder público. “Eles não têm nem mais controle dos próprios alunos e quem paga somos nós com essa bagunça toda. Esses livros, mochila, tudo sai dos impostos que pagamos. Na minha época sempre dávamos valor ao material. Nunca vi algo tão horrível assim”. [[legacy_image_316999]]