[[legacy_image_103334]] Um grupo de alunas da Escola Estadual Profª Zulmira de Almeida Lambert, no Jardim Independência, em São Vicente, denunciou abusos sexuais que teriam sido cometidos por um jovem do 3º ano do Ensino Médio, dentro da escola. Conforme apurado pela reportagem, nesta quinta-feira (16), pelo menos 15 jovens relataram ter sido vítimas do estudante. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! A Tribuna teve acesso a mensagens em que as alunas relatam os assédios cometidos pelo jovem de 18 anos. "Ele passou a mão na minha coxa e beijou meu braço", disse uma estudante. Em outra mensagem, uma jovem disse que "ele assediou o minha amiga de 13 anos no píer, passando a mão na coxa dela. Quando foram reclamar, ele disse que não precisava de permissão para pegar na coxa dela". "As alunas apenas querem se sentir seguras na escola", disse à A Tribuna a mãe de uma aluna, que preferiu não ser identificada. "As meninas estão sendo ameaçadas e a direção pediu para não fazermos alarde". As denúncias foram encaminhadas ao Conselho Municipal da Juventude de São Vicente, em um documento que pede providências mais enérgicas por parte da unidade de ensino. "Não podemos aceitar de braços cruzados os diretos dos jovens serem violados de tal forma, nem a falta de atitude das autoridades competentes, bem como a Diretoria escolar", escreveu um Conselheiro Municipal da Juventude. A Secretaria de Estado da Educação de São Paulo (Seduc-SP) esclarece, em nota, que nenhum caso de abuso sexual foi denunciado à escola ou por Boletim de Ocorrência. O aluno citado também não foi suspenso. Algumas alunas chegaram a conversar na escola sobre algumas atitudes do estudante que as incomodavam, mas a situação foi resolvida dentro da própria unidade, entre os alunos. A Seduc-SP continua e informa que a responsável pelo jovem também foi chamada e se comprometeu a orientá-lo em relação a essas atitudes, em parceria com a escola. Sobre as conversas anônimas nas redes sociais, estas serão registradas no Placon - sistema do Programa Conviva, que tem como principal objetivo monitorar a rotina das escolas da rede estadual. A escola faz uso do Programa Psicologia Viva, que também será acionado para colaborar na intervenção. A Direção da escola está acompanhando a situação junto à comunidade escolar para que sejam tomadas as medidas necessárias.