Família cobra solução para que a água de residência volte ao normal (Arquivo Pessoal) Uma situação desagradável vem deixando uma família de Sâo Vicente sem paz em sua residência: a água está saindo das torneiras com coloração 'barrenta' e com cheiro ruim. Os moradores que residem ao redor da Praça Bernadino de Campos estão passando por esta situação já faz alguns dias, segundo uma residente. A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) negou que o problema esteja acontecendo. (Veja em vídeo mais abaixo) Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! De acordo com a veterinária Fernanda Gibertone, de 42 anos, há uma incerteza sobre o fluxo de água na casa de seus pais e o líquido surge escuro e fedido quando retorna para a casa. “Isso acontece quando tem água, às vezes nem tem. Essa situação que eles estão passando é revoltante”. Além disso, a mulher também relatou que está preocupada e seus pais não sabem mais a quem recorrer para que a água volte ao normal novamente. “Minha mãe trabalha na parte da manhã e chega na hora do almoço. E logo quando chega se depara com uma água com uma água com essa qualidade. Como ela vai conseguir cozinhar?”. Fernanda ressaltou que depois das 18 horas os seus pais precisam ter muita sorte para conseguirem tomar banho, pois certas vezes a residência fica sem água. “Os moradores do centro não querem calçadas bonitas, querem segurança, e uma água descente”, reclama. Enquanto isso, o aposentado Antônio Sérgio Gibertone, de 67 anos, que é o pai de Fernanda, contou que se sente impotente. Ele citou já ter reclamado sobre a falta de água há um ano. Porém, apenas agora que a água passou a ter alterações ao retornar. Ele também disse que, por conta desta situação, ele está tendo que guardar água em diversos tipos de recipientes. "Já tentei ligar na Sabesp, e ninguém me atende, quando atendem não sabem a razão pela água estar assim. Nós nos viramos como podemos. Eu nem tenho caixa d’água porque nunca faltou fornecimento aqui na região do centro”, diz. Gibertone reforçou que todos os dias pela manhã a água aparece com esta coloração e com um mau cheiro. “O cheiro me lembra de algo estragado. A Sabesp se recusa a aceitar nossas reclamações, dizem que só por e-mail, mas nunca dão retorno”. -vídeo facebook (1.433218) O que diz a Sabesp? A Tribuna entrou em contato com a Sabesp que informou, em nota, não ter registro da situação descrita na Praça Bernardino de Campos, em São Vicente, onde foram feitos testes e o fornecimento de água acontecia de forma adequada, dentro dos parâmetros exigidos pela legislação. A vistoria da equipe técnica foi realizada na presença da moradora, que foi orientada sobre inspeções nas instalações internas do imóvel, cuja responsabilidade não é da Companhia. A Sabesp também ressaltou que monitora todas as etapas de tratamento e a qualidade da água distribuída aos clientes, sempre de acordo com os parâmetros previstos pelo Ministério da Saúde e realizando análises diárias com rigorosos controles em todo o sistema. São Vicente Questionada por A Tribuna, a Prefeitura de São Vicente afirmou que, na última semana, através da Secretaria de Licenciamento (SEL), notificou a Sabesp por meio de ofício, relatando sua insatisfação e exigindo que a companhia tome as devidas providências relativas ao abastecimento de água na Cidade. O município informa que foi estabelecido um prazo de 48h para normalização do serviço. Caso contrário, a empresa estaria sujeita a penalização aplicada pela Agência Reguladora de Serviços do Estado de São Paulo (Arsesp). A Administração Municipal também oficiou a agência do Estado - órgão fiscalizador da concessionária -, convocando uma reunião envolvendo Arsesp, Prefeitura e Sabesp, para que os devidos esclarecimentos sejam prestados, inclusive sobre as providências adotadas, tendo em vista que o prazo estipulado para normalização já se esgotou, e a companhia ainda não apresentou os devidos resultados. Até o momento, a Arsesp não respondeu à solicitação.