[[legacy_image_21041]] Há 18 anos, o advogado Antônio José da Silva, o Toninho de Cubatão, foi executado a tiros na entrada do Fórum de São Vicente por membros do Primeiro Comando da Capital (PCC). Em alusão à data, o profissional receberá uma homenagem, dando nome à sala de apoio dos advogados no local. A ideia do tributo, que ocorre em solenidade às 10h30 desta quarta-feira (19), surgiu após uma postagem feita por Kerginaldo Marques da Silva, de 30 anos, filho de Toninho, que seguiu os passos do pai e hoje é advogado. No ano passado, ele fez uma menção aos 17 anos do crime nas redes sociais. A publicação chegou até Eduardo Kliman, presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de São Vicente, que se sensibilizou com a história e promoveu encontros para que Toninho pudesse ser justamente homenageado. "Por ter sido há muito tempo, poucas pessoas têm conhecimento do atentado. Mas foi um assunto nacional e de grande repercussão. Fizemos vários encontros, e ficou decidido essa homenagem para 2020, que casou com a data do crime", comentou Kerginaldo, que atua na área de Direito Público, Administrativo e Civil. O evento contará com a presença de autoridades políticas e do setor da Baixada Santista. A solenidade de batismo da sala ocorrerá no 1º andar do Fórum de São Vicente, na Rua Jacob Emmerich, 1.367, no Parque Bitaru. "Será uma manhã de muita emoção, pela memória do meu pai, da grande saudade que fica, mas também tem o seu fator bom, que essa homenagem é, também, uma forma positiva", finalizou o filho. Relembre o caso Em 19 de fevereiro de 2002, Toninho conversava com um vigia quando quatro homens armados com metralhadoras dispararam em direção a ele e ao funcionário do Fórum. O advogado foi alvejado por diversas vezes. Ele chegou a ser socorrido, mas morreu no Hospital São José. Inicialmente, tudo levava a crer que homens do PCC teriam invadido o local para fazer o resgate de um presidiário que participava de uma audiência no Fórum. No entanto, no dia 20, foi descoberta a ação criminosa. Toninho foi a primeira vítima fatal da facção em atentados contra o Estado de São Paulo. O vigia, José Ailton Bezerra, ficou com ferimentos, mas foi socorrido e liberado do hospital dias depois. No dia seguinte, o PCC assumiu a autoria do crime ao confeccionar um cartaz com caneta esferográfica, citando 'covardias e maus-tratos no sistema penitenciário do estado'. [[legacy_image_21042]]