As buscas na represa de São Vicente começaram na noite de sábado (26) e foram reiniciadas no domingo (27) (Arquivo pessoal) O adolescente José Manoel Bispo de Almeida, de 13 anos, morreu afogado após entrar em uma cava de extração de areia desativada e alagada, conhecida popularmente como "Represa do Rubão", situada no bairro Humaitá, nas proximidades do Parque Continental, em São Vicente, no litoral de São Paulo. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! O incidente ocorreu no início da tarde de sábado (26). Segundo o boletim de ocorrência, José Manoel almoçou em casa e saiu por volta das 14h acompanhado de amigos. Horas depois, durante a tentativa de atravessar a represa, o jovem não conseguiu alcançar a outra margem e afundou na água. Em nota, o Corpo de Bombeiros informou que foi acionado por volta das 16h, e as buscas se estenderam até o início da noite, sendo temporariamente suspensas devido à falta de visibilidade e às condições de risco no local. Na manhã de domingo (27), por volta das 10h45, as equipes de resgate retomaram as operações. Pouco tempo após a reabertura dos trabalhos, os socorristas localizaram e retiraram o corpo do adolescente da água. Com a chegada da equipe médica, o óbito foi atestado no local. Equipes da Polícia Militar e da Polícia Científica compareceram para a realização dos exames periciais. Após a conclusão da perícia, o corpo do adolescente foi removido e encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para os exames de necropsia e posterior liberação à família. A ocorrência foi apresentada no Distrito Policial Sede de São Vicente. Denúncias de extração irregular Testemunhas afirmam que a cava com profundidade estimada de até 15 metros é fruto da escavação e remoção irregular de areia sem a devida sinalização. Além disso, conforme os relatos, algumas situações de perigo envolvendo crianças já ocorreram na represa. Em nota, a Prefeitura de São Vicente esclareceu que nenhum órgão municipal foi acionado diretamente para o atendimento do afogamento. A Administração Municipal ressaltou que o local é uma propriedade particular, e já foram constatadas irregularidades em fiscalizações, incluindo casos de desmatamento e extração ilegal de areia. Devido às irregularidades ambientais, a Prefeitura já notificou e autuou o proprietário da área em valor superior a R\$ 22 milhões. O caso também foi repassado à Polícia Militar Ambiental para a aplicação de novas sanções e providências no âmbito administrativo e penal.