Vídeo divulgado pelo empresário Walter Parreira viralizou nas redes sociais (Reprodução) O representante comercial Walter Parreira, de 64 anos, do grupo Trincheira Patriótica de Santos, foi condenado por unanimidade pela primeira turma do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele foi acusado de financiar a ida de grupos a Brasília para os atos golpistas e de vandalismo no dia 8 de janeiro de 2023. A defesa afirma que utilizará recursos cabíveis para reanálise dos pontos necessários na sentença. Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! Parreira foi preso durante a 19ª fase da Operação Lesa Pátria, realizada pela Polícia Federal (PF). O STF decidiu pela condenação a 14 anos de prisão por envolvimento direto nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro, sendo 12 anos e 6 meses de reclusão (que admite o regime inicial fechado) e o restante de detenção (não admite o regime inicial fechado). Ele também foi condenado a pagar 100 dias-multa, cada dia no valor de um terço do salário mínimo, totalizando cerca de R\$ 54 mil. Parreira responderá por abolição violenta do Estado Democrático de Direito, Golpe de Estado, dano qualificado e Associação Criminosa Armada. A sentença foi proferida durante uma sessão virtual realizada no final de fevereiro e publicada no último dia 28. O STF também decidiu que Parreira está entre os que pagarão, de forma conjunta, o valor mínimo indenizatório de R\$ 30 milhões por danos morais coletivos. A divisão será entre os condenados pelos atos de 8 de janeiro. Depois do trânsito julgado, o Supremo ordenou que fosse lançado o nome do réu no rol dos culpados, expedida a guia de execução definitiva, e pagamento de custas pelo condenado. O advogado Augusto César Cardoso Miglioli, defesa de Walter, se manifestou sobre o caso. Confira a nota na íntegra abaixo: "Apesar do resultado condenatório de nosso cliente ter sido fixado em 14 (quatorze) anos, portanto, abaixo das demais condenações aplicadas nos casos análogos, nos quais, o Supremo Tribunal Federal tem aplicado 17 (dezessete) anos de prisão em relação aos mesmos crimes pelos quais os réus estão sendo acusados, ainda assim, não concordamos com o decreto condenatório. Respeitamos a Corte Constitucional, os seus Ministros e decisões, mas discordamos do resultado do julgamento. A análise de todos os elementos constantes no processo, não convence sobre a tese acusatória de tentativa de golpe de Estado, relativamente àqueles manifestantes. A defesa agora analisa a sentença e utilizará os recursos cabíveis para reanálise dos pontos necessários" Operação Lesa Pátria Parreira foi preso na operação da PF com objetivo de identificar as pessoas que incitaram, participaram e fomentaram as invasões e danos no Palácio do Planalto, Congresso Nacional e Supremo Tribunal Federal. Na época da invasão, viralizou nas redes sociais um vídeo em que Walter Parreira aparece dentro de um ônibus pedindo ajuda para financiar caravanas para os atos terroristas. Nas imagens, o representante comercial que faz parte do grupo chamado Trincheira Patriótica admite que foram alugados 50 ônibus no valor de R\$ 17 mil cada e pede para que empresários ajudem a custear a viagem de grupos para Brasília.