Objetivo da iniciativa é estimular a conscientização ambiental, independentemente da idade do público (Sílvio Luiz/AT) Dezenas de voluntários se mobilizaram para retirar lixo da areia da praia em Santos neste sábado (19) de manhã. Foi quando se realizou o World Cleanup Day (Dia Mundial da Limpeza, em tradução livre). Instituições participaram da ação, como a Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Santos (Aeas), que concentrou atividades perto de sua barraca de praia, no Boqueirão. Segundo o diretor de Meio Ambiente da Aeas, Cláudio Bastos, o objetivo da iniciativa é estimular a conscientização ambiental. “A gente dá o exemplo, especialmente para as crianças”, afirmou. “Ao mesmo tempo, queremos fazer com que essa mobilização crie uma rede permanente de colaboração. O Cleanup Day não é apenas um dia no ano. Ele começa naquele momento e, a partir disso, cria uma rede de colaboração perene em prol da causa”, emendou. Segundo Bastos, os resíduos coletados são separados e, em seguida, classificados. O procedimento permite criar bases de dados que ajudam a identificar a origem dos materiais recolhidos. “Cada resíduo que vem parar no oceano precisa ter sua origem identificada para que sejam elaboradas políticas públicas preventivas.” Entre os voluntários que participaram do recolhimento, estava o aprendiz de projetos Richard Lima Silva, de 19 anos. Para ele, ações do tipo podem ajudar na conscientização coletiva. “Neste domingo (20), a poluição já está muito alta. Então, é muito importante que a gente cuide do meio ambiente e crie essa mentalidade de limpeza.” No World Cleanup Day (Dia Mundial da Limpeza, em tradução livre), resíduos coletados são separados e, em seguida, classificados. Procedimento permite criar bases de dados que ajudam a identificar a origem dos materiais recolhidos (Sílvio Luiz/AT) O professor Fábio Alexandre Nunes, o Fabião, de 60 anos, chamou atenção para a responsabilidade de quem frequenta a faixa de areia e quem vende produtos nela. Para ele, deve-se orientar melhor sobre o descarte correto do que se consome na praia. “As pessoas que vendem produtos na orla da praia têm que ser muito bem orientadas e cobradas pelo Poder Público e pela sociedade para que o descarte do que elas estão vendendo para a pessoa ficar na praia, curtir aqui uma cervejinha, uma água, seja correto. Esse é o resíduo gerado aqui na faixa de areia pela atividade de turismo e do dia a dia dos usuários da praia”, disse.