Ainda não foi informado quando será a operação integral do VLT no trecho novo de Santos (Alexsander Ferraz/ AT) A instalação do sistema semafórico ao longo do segundo trecho do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), entre as estações Conselheiro Nébias e Valongo, em Santos, no litoral de São Paulo, foi concluída pela concessionária BR Mobilidade, responsável pela operação do serviço. O término da sinalização era uma das condições para o início da operação em tempo integral. Apesar disso, não há previsão para a ampliação do horário de funcionamento. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Em nota, a BR Mobilidade informou que tanto a implantação do sistema semafórico quanto a entrega das subestações de energia foram concluídas conforme o cronograma contratual. Conforme noticiado por A Tribuna em fevereiro, a Companhia de Engenharia de Tráfego de Santos (CET) previa que a segunda fase do VLT estaria totalmente sinalizada até março. Procurada novamente, a CET informou apenas ter acompanhado a execução dos serviços, feitos pela concessionária em conjunto com a Agência de Transporte do Estado (Artesp). Gostariam Para usuários ouvidos por A Tribuna, o funcionamento em tempo integral é visto como um avanço importante. O funcionário público Vagner Rodrigues, de 47 anos, afirma que a circulação após as 15 horas — a partir de quando o segundo trecho deixa de operar — reduziria o desgaste no deslocamento de quem precisa retornar pela primeira linha. “Isso ajudaria bastante, porque o pessoal não precisaria se locomover até a outra ponta para pegar o VLT na volta”, afirma. “Às vezes, você está atrasado e, como não há mais circulação, precisa dar a volta na Cidade para chegar ao mesmo ponto”, completa. A técnica em saúde bucal Rosângela Ribeiro, de 48 anos, natural de Salvador (BA) e há cerca de seis meses em Santos, avalia que, além da ampliação do horário, é necessário reduzir o intervalo entre as composições. “Acredito que, quanto mais o VLT passar, melhor. De preferência, a cada dez minutos, principalmente nos horários de pico. A mobilidade daqui, por ser uma cidade turística, precisa melhorar”, diz. O músico Luiz Alberto da Conceição, de 71 anos, afirma que utiliza o VLT esporadicamente, pois costuma se deslocar de bicicleta. Ainda assim, acredita que a operação integral trará benefícios relevantes. “Os trabalhadores do cais e os estudantes, principalmente, serão muito beneficiados quando o VLT passar a funcionar em tempo integral”, pensa.