O término da instalação das portas automáticas no segundo trecho do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), entre as estações Conselheiro Nébias e Valongo, em Santos, no litoral de São Paulo, ainda não tem data definida. Mas, segundo a concessionária BR Mobilidade, a previsão é que isso ocorra até o fim do ano. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! A empresa reforça que, enquanto os trabalhos não acabarem, os passageiros continuarão sem pagar tarifa nas 12 paradas do ramal. Entre usuários do VLT ouvidos pela Reportagem, o entendimento predominante é de que a instalação das portas automáticas deve aumentar a segurança nas plataformas. A aposentada Terezinha Margarida, de 65 anos, moradora de Itanhaém, disse que teve boas experiências com o VLT, mas reforçou a importância das portas. “Já vimos acidentes em estações de metrô e, infelizmente, tem muitas pessoas com ideias perigosas. Então, as portas dariam mais segurança”, justificou. A estudante Karen Fernando, de 21 anos, também manifestou preocupação com a exposição das estações. “Elas ficam abertas de um jeito que qualquer um pode entrar. Então, é perigoso, especialmente no Centro.” Moradora de Ourinhos, no Interior paulista, a pensionista Maria Nonato Ferreira, de 70 anos, contou que usa o VLT quando visita a filha, que mora em Santos. Sobre as portas, ela considerou que os equipamentos garantiriam mais segurança aos viajantes. O repositor Cláudio Luís Cardoso, de 52 anos, contou que utiliza o VLT diariamente. Para ele, funciona bem mesmo sem as portas automáticas. “É bem mais ágil que o ônibus, vai direto aonde eu quero. É muito bom, uso todos os dias e nunca tive problemas”, afirmou Cardoso. Usuários acreditam que portas deixarão plataformas mais seguras (Alexsander Ferraz/AT) Segundo trecho A segunda linha do VLT, com oito quilômetros de extensão, opera desde 1º de dezembro, após cinco anos de obras e 14 meses de testes. A circulação em período integral, das 5h30 às 23h30, começou em 11 de maio. A abertura do segundo trecho custará quase três vezes mais do que o previsto. O contrato estimava R\$ 217,7 milhões, mas um termo aditivo firmado com o consórcio BR Mobilidade elevou o valor para R\$ 395,183 milhões. O recurso adicional foi destinado à instalação de sistemas de sinalização e outros equipamentos não previstos originalmente.