Mensagem de Fabio sobre Débora: "Deixo um parabéns mixuruca, um aperto de mão bem apertado e um soco nas costas" (Reprodução) A publicação de uma mensagem no grupo de WhatsApp dos vereadores de Santos motivou uma representação à Presidência e à Comissão de Ética, Decoro e Corregedoria Parlamentar da Câmara Municipal. O documento foi entregue nesta quinta-feira (5) pela vereadora Débora Camilo (PSOL), que acusa o colega Fabio Duarte (PL) de quebra de decoro. Ele afirma que se tratou de uma “brincadeira mal interpretada” por ela. Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! Débora fez 45 anos na segunda-feira e, no grupo, recebeu cumprimentos. Conforme reprodução de tela a que a Reportagem teve acesso, Duarte escreveu, em meio a emojis (símbolos gráficos), que “eu odeio a Débora, mas deixo um parabéns mixuruca, um aperto de mão bem apertado e um soco nas costas”. Também no grupo, ao agradecer pelas mensagens, a vereadora expressou “incômodo” e viu no recado uma “mensagem violenta que expressa nitidamente violência política de gênero”. Ali, pediu posição imediata da Comissão de Ética da Casa. Logo a seguir, Fabio Duarte pediu desculpas à vereadora: “Todas as minhas palavras são contrárias ao que escrevi”. Para A Tribuna, o vereador disse que “tenho um grande carinho (por Débora), apesar das divergências de ideologias, pois ela sempre brincou comigo pelos quatro anos (do mandato). Mas pedi desculpas. (...) Peço novamente para ela, se quiser”. Regimento interno Na representação, Débora Camilo escreveu que “em nenhum momento esse tipo de comportamento ou interação foi incentivado, promovido ou permitido de minha parte (...). Em nenhum momento (...) eu tinha presenciado uma manifestação (...) como o desejo de que outro vereador fosse agredido”. O Artigo 54 do Regimento Interno da Câmara estabelece que “conduta atentatória ou incompatível com o decoro parlamentar, de acordo com a gravidade da infração cometida e após deliberação do plenário”, pode ser punida com uma de seis modalidades. Entre elas, advertência verbal, censura escrita, suspensão temporária e perda do mandato. O presidente da Comissão de Ética, vereador Fabrício Cardoso (Pode), declarou esperar o encaminhamento da questão pelo presidente da Câmara, Carlos Teixeira Filho (PSDB). Este crê que, após enviar o texto à comissão, haverá decisão breve.