[[legacy_image_222249]] O vereador Benedito Furtado (PSB) deixou irados muitos de seus colegas parlamentares da Câmara de Santos. Isso porque ele apresentou um projeto de resolução para diminuir o número de funcionários de confiança ‘de fora’ que prestam serviço para os vereadores no Legislativo. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! É comum que servidores da Prefeitura sejam emprestados à Câmara, especialmente para parlamentares governistas, já que a Administração Municipal tem poder de não permitir a transferência. A proposta de Furtado pretende destinar aos trabalhadores do quadro efetivo da Câmara, no mínimo, 50% das funções de confiança. Além disso, o projeto prevê que só possam ser chamados de fora aqueles com experiência de dois anos na função ou formação acadêmica específica - o que restringe ainda mais a prática. Acontece que o próprio Furtado sempre fez e faz uso de pessoas ‘de fora’. Para os colegas de plenário, trata-se de uma represália porque o socialista perdeu espaço na Mesa Diretora da Casa. Eleição perdida Furtado defendia Rui de Rosis (União) para a presidência da Câmara no biênio 2023-2024, com quem teria melhor interlocução. A maioria, porém, fechou acordo com Carlos Teixeira Filho, o Cacá Teixeira (PSDB), que foi eleito presidente. À Reportagem, o socialista negou qualquer tipo de represália. Justificou que apresentou o projeto no final de junho, bem antes da eleição na Câmara. “O projeto é para dar uma limitada na vinda de servidores da Prefeitura para cargos comissionados”, diz. “Dos mais de 30 cargos, apenas 11 são preenchidos por funcionários da Câmara”, justifica. Furtado acha que a prática é “uma sacanagem” com os servidores da Câmara. “Isso acontece por interesses eleitorais, cada um traz o seu amigo ou alguém indicado. Alguns são competentes, outros nem tanto. Não é justo”. Segundo o vereador do PSB, o projeto só foi apresentado porque servidores do Legislativo lhe pediram. “Se a Câmara está precisando, que faça concurso e contrate, não traga da Prefeitura. Mas acho muito difícil o projeto passar, existem outros interesses que estou por fora”.