O empreendedor alterna a venda de copos de café em semáforo de Santos com o trabalho na área de tecnologia da informação (Divulgação) A persistência de encarar um dia chuvoso levou um profissional de tecnologia da informação (TI) a vender 30 copos de café em um semáforo no primeiro dia de trabalho em Santos, no litoral de São Paulo. Guilherme de Cillo Pieroni começou a atividade como uma forma de ocupar o seu tempo durante as manhãs. Ele tem o sonho de abrir o próprio negócio. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Guilherme vende os copos de café no semáforo do cruzamento do Canal 5 (Avenida Almirante Cochrane) com a Avenida Afonso Pena. O profissional de TI descreve o primeiro dia "como um teste de persistência". Ele relata que chegou ao local antes das 5h, mas, em 10 minutos, começou a chover muito forte e nenhum dos motoristas parava no semáforo. Neste dia, o profissional de tecnologia da informação pensou em ir embora e retornar em um outro dia, mas optou por permanecer no local. Ao término da atividade, Guilherme havia vendido 30 copos de café. Ele relata que, ao finalizar as vendas do primeiro dia, um comerciante que possui uma torrefação local o abordou e lhe parabenizou, dando um pacote de café que ele mesmo torrou. Segundo Guilherme, o ato é uma tradição italiana de boas-vindas. Segundo o profissional de TI, desde então, ele não pensou em desistir e hoje possui uma relação consolidada com os motoristas. "Eu amo essa interação com eles. Eles me cobram quando não me veem, brincam, já me chamam pelo apelido e desabafam. Já se tornou um vínculo bem legal", declara. Escolha do ponto de vendas O local foi escolhido como ponto de venda, pois Guilherme passa no cruzamento diariamente para ir ao trabalho na área de TI e percebe que permanece um tempo considerável nesse semáforo. Ele, então, analisou imagens das câmeras de Santos, estudou o movimento e o tempo que o semáforo permanecia apresentando as cores de pare e prossiga (vermelho e verde). Com isso, decidiu que seria lá que iria começar o empreendimento. O profissional de tecnologia da informação relata que a rotina se inicia por volta das 5h, quando produz cinco litros de café, que rendem em média 50 copos. Cada copo é vendido por R\$ 4. Segundo Guilherme, a atividade e tudo que a envolve ocupam boa parte do seu dia. Além de acordar cedo e preparar tudo o que precisa, fazer as vendas, organizar as coisas na volta e ir para o outro trabalho, Guilherme também precisa editar os vídeos que grava, comprar insumos e dar atenção às redes sociais. Presença digital Guilherme possui uma forte presença na internet por meio do perfil no Instagram @cafedoguilha, onde compartilha detalhes dos seus atendimentos. O empreendedor acredita que, com o crescimento do negócio, precisará seguir exclusivamente com as vendas. O vendedor afirma que ama a nova atividade e sonha em abrir seu ponto físico de vendas em breve. Ele se preocupa em estar localizado em um local estratégico para conseguir conciliar o ponto fixo com o atendimento no semáforo. "Não quero perder a essência, nem deixar meus clientes fiéis na mão, que querem aquele cafezinho rápido indo para o trabalho". Segundo o empreendedor, os resultados superaram suas expectativas. E a boa relação com os clientes o motiva a continuar todos os dias. "De modo geral, o carinho e a preocupação dos clientes comigo, em um período tão curto, me marcam até hoje. Em meus vídeos, sempre rola um 'senti sua falta, precisava do seu cafezinho' e isso me marca e me motiva muito", conclui.