Em relação à manutenção, a Vivo ressaltou que possui um sistema que detecta defeitos nos aparelhos para manutenção (Alexsander Ferraz/A Tribuna) Quem passa pelas ruas de Santos nota diversas cabines de telefones públicos, algumas mais altas e outras nem tanto. Já com pouca utilidade para a sociedade por conta do avanço da tecnologia, esses aparelhos começaram a ser esquecidos com a chegada dos celulares. De acordo com a operadora de telefonia que administra os orelhões (Vivo), cerca de 50% deles não são mais utilizados em todo o Brasil, e seguem em acentuado declínio. Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! Em Santos não é diferente: muitos deles estão com pichações e sem receber manutenção, causando a sensação de abandono. Alguns ficam na orla da praia, outros no Centro e ainda outros perto de universidades. O número total de equipamentos ainda em funcionamento é de 365, segundo a Vivo. Vale destacar que, no estado de São Paulo, existem 29.173 telefones uso públicos (TUPs). Sendo assim, Santos representa 1,25% do total desses equipamentos. A Vivo explicou que a distribuição de telefones segue as determinações legais do Ministério das Comunicações e as regulamentações da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). De acordo com a operadora, no período de novembro de 2023 a novembro de 2024, os telefones de uso público do estado de São Paulo tiveram, em média, utilização de 0,6 créditos por mês, sendo que mais da metade não teve utilização alguma. Manutenção Em relação à manutenção, a Vivo ressaltou que possui um sistema que detecta defeitos nos aparelhos para manutenção, além de realizar vistorias periódicas na planta de Telefones de Uso Público (TUPs). A empresa ainda esclarece que, todos os meses, um volume expressivo de cúpulas, postes e aparelhos sofre atos de vandalismo, exigindo reparos para que os orelhões permaneçam à disposição do público. No registro feito pelo repórter fotográfico de A Tribuna, Alexsander Ferraz, que abre esta matéria, é possível notar que um ponto de orelhão está se deteriorando a cada dia. Segundo a empresa, para solicitar reparos, o usuário pode entrar em contato com a Central de Atendimento 103 15 (ligação gratuita), disponível 24 horas por dia, sete dias por semana. Por fim, a Vivo diz que para o uso dos telefones públicos, há a comercialização de cartões em diversos estabelecimentos, como bancas, supermercados, bares, restaurantes, entre outros. A Tribuna também procurou a Prefeitura de Santos, que informou não ter qualquer responsabilidade sobre esses equipamentos. O que é um orelhão? O telefone público, popularmente conhecido como orelhão, foi por décadas uma das principais formas de comunicação para muitas pessoas no Brasil, especialmente antes da popularização dos celulares. Trata-se de um telefone instalado em espaços públicos, como ruas, praças e shoppings, com a funcionalidade de permitir chamadas telefônicas mediante o pagamento de tarifas. Seu nome curioso vem da forma peculiar do ponto. Ele possui um 'gancho' para ouvir e falar, um visor e um local para inserir cartões de telefonia. Os primeiros modelos utilizavam fichas de metal em vez de cartões. História Os primeiros telefones de acesso público, no Brasil, datam de aproximadamente 100 anos atrás. Aparelhos para uso da comunidade em calçadas seriam instalados no País a partir de 1971. Mas o formato mais popular de cabine telefônica, o do orelhão, surgiu em 1972, idealizado pela arquiteta sino-brasileira Chu Ming Silveira. No projeto, ela considerou que o formato de ovo desse ambiente isolaria melhor as conversas do ruído externo. A Companhia Telefônica Brasileira (CTB) batizou os conjuntos de cabines com esse desenho de tulipas, em alusão à semelhança com essa flor. Porém, os dois modelos criados — de menor porte para ambientes fechados e maiores em vias públicas — foram popularmente apelidados de orelhinha e orelhão, respectivamente. Em São Paulo, a hoje extinta Telesp, cujo logotipo ainda é visto em tampas de poços de visita de vias públicas, mantinha orelhões laranja com aparelhos vermelhos, para ligações locais, e conjuntos na cor azul, para ligações interurbanas. Os primeiros modelos de telefone público utilizavam fichas de metal. A partir da década de 1990, cartões.