[[legacy_image_151949]] O valor da passagem das linhas municipais de ônibus de Santos subirá de R\$ 4,65 para R\$ 4,95 a partir de domingo. Trata-se de um reajuste de 6,45%. O aumento somente não foi maior porque a Prefeitura decidiu ampliar o subsídio mensal para o transporte coletivo, que passará de R\$ 800 mil para R\$ 1,1 milhão. Segundo a Administração Municipal, sem esse aporte, a tarifa na Cidade seria de R\$ 6,00. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! O serviço é feito pela Viação Piracicabana. O contrato firmado com a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET-Santos), com validade até maio de 2023, prevê que a revisão anual do preço da passagem seja feita em janeiro. A Prefeitura justificou que o novo valor da tarifa levou em consideração a elevação de custos de combustíveis, lubrificantes, peças e acessórios, que teve uma disparada de 32% entre dezembro de 2020 e novembro do ano passado. No entanto, o fato que mais pesou para a atualização do preço foi a redução do número de passageiros pagantes, que vem caindo gradualmente desde 2016. Para efeitos de comparação, entre dezembro de 2015 e novembro de 2016, o total de usuários era de 3 milhões/mês, contra 1,241 milhão/mês verificado entre dezembro de 2020 e novembro do ano passado. Cenário comum De acordo com o superintendente da Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP), Luiz Néspoli, várias prefeituras do País passaram a subsidiar o transporte coletivo nos últimos dois anos para evitar um colapso no setor. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), 122 cidades repassam dinheiro a empresas de ônibus para ajudar a financiar tarifas. Néspoli explicou que o modelo de custeio desse serviço é a causa da crise do setor, pois, na maioria dos municípios, ele é bancado pelos passageiros pagantes, ou seja, eles ajudam a subsidiar os que têm isenção. O diretor administrativo e institucional da Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU), Marcos Bicalho dos Santos, afirmou que o setor vem perdendo passageiros desde 2014, devido à crise econômica do País e à concorrência de novas modalidades de transporte individual de passageiros que surgiram. A pandemia de covid-19 agravou ainda mais a situação. A média nacional aponta uma perda de 30% da demanda em relação a 2019. Para piorar, o óleo diesel subiu 65% no ano passado. Esse item representa 27% do custo total das empresas desse segmento. “Santos está no caminho certo ao assumir uma parcela do custo do transporte público”, afirmou.