[[legacy_image_29038]] Pais preocupados e filas para vacinar crianças e adolescentes. Assim foi o primeiro dia de multivacinação, nesta segunda-feira (15), em algumas cidades da região. Tudo porque o Ministério da Saúde colocou nas ruas duas campanhas – uma contra a poliomielite e outra para atualizar a caderneta. A imunização ocorrerá até o dia 30. Clique aqui e assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90. Ganhe, na hora, acesso completo ao nosso Portal, dois meses de Globoplay grátis e, também, dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! Nos postos de vacinação, crianças de 1 ano a menores de 5 anos receberão a gotinha contra a pólio. Adolescentes até 15 anos ou crianças com carteirinha desatualizada poderão ainda se proteger de, pelo menos, mais 20 tipos de doenças. Estarão disponíveis vacinas como BCG (tuberculose), rotavírus (diarreia), e pentavalente (difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e Hib). O advogado Luis Arthur Kanno, 42 anos, levou as três filhas para tomar a dose contra a gripe na Policlínica Ponta da Praia, em Santos, logo cedo. A caçula, Helena, de 9 anos, voltará para a escola e precisava estar imunizada. “Sabia da campanha e a escola exige. Então, já trouxe as três. Diante da situação que estamos passando, quanto mais nos prevenirmos, melhor. As vacinas se mostram cada vez mais importante”. Patrícia da Silva Nascimento e o marido Alexandre Ramos de Dominicis, 29 anos, estão sempre de olho na caderneta do pequeno Alexandre, de 5 meses. Nesta segunda (5), eles o levaram para mais uma vacina de rotina. “É proteção para o bebê e toda a sociedade. Se tem estudo mostrando a importância das vacinas, por que vou contra isso? Não faz sentido”, diz o pai. Fique atento As campanhas de multivacinação e contra a pólio ocorrerão acabarão no dia 30. “O Ministério da Saúde está fazendo de tudo para que as pessoas não deixem de se vacinar, porque elas estão tão preocupadas com vacina da covid-19 e se esquecem de tomar as que já temos gratuitamente”, informa a chefe do Departamento de Vigilância em Saúde de Santos, Ana Paula Valeiras. Segundo ela, justamente por conta do medo de contrair coronavírus, houve queda na taxa de vacinação e as campanhas visam reverter o cenário. “A escola não matricula se não houver caderneta em dia. Os pais não precisam ter medo, pois não estamos atendendo coronavírus nas policlínicas. Há um fluxo diferenciado a quem vai tomar vacina”. A diretora de Vigilância em Saúde de São Vicente, Luciana Schivetti, lembra a importância de os pais levarem a carteira de vacinação dos filhos. “Os profissionais vão verificar se ela está ou não atualizada. Até os pais, se estiverem com vacinas desatualizadas, poderão tomar as doses”. Dia D A multivacinação acontece pela queda da cobertura vacinal registrada ao longo dos anos. Haverá um Dia D em 17 de outubro, com os postos de saúde abrindo no sábado para recever a população. Vacinação começa com filas e preocupação.