Vacina contra a Covid-19 deve chegar em até duas semanas em São Paulo, anuncia Doria

A previsão foi dada durante agenda do político em Santos, na manhã desta quinta-feira (24)

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), estima que as primeiras 5 milhões de doses da vacina chinesa contra o coronavírus desembarquem em São Paulo em até duas semanas. A previsão foi dada durante agenda do político em Santos, na manhã desta quinta-feira (24), para autorizar a segunda fase de ampliação do trajeto do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) da Baixada Santista

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A remessa do lote inicial da vacina é aguardada após anúncio, do próprio governador, nesta quarta-feira (23), de que a medicação passou com sucesso nos estudos clínicos de segurança - ou seja, a medicação já pode ser considerada segura no organismo humano. Segundo Doria, dos mais de 50 mil voluntários, na terceira e última fase de testagem, 94,7% não tiveram nenhuma reação adversa. Os demais voluntários tiveram apenas efeitos considerados leves. 

“A terceira fase de testagem termina agora no dia 15 de outubro. Terminada a testagem, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) tem um prazo de até 60 dias para emitir um laudo autorizando para a utilização da vacina”, afirma. Contudo, ele prevê que esse prazo possa ser antecipado em 30 dias. 

Caso o órgão federal autorize a aplicação das doses no prazo estimado pelo governador, o Estado espera começar uma campanha de imunização a partir de dezembro. Serão alvo prioritário nesta fase os profissionais de saúde, como médicos, enfermeiros e demais trabalhadores na linha de frente no combate à pandemia das redes públicas e privadas paulistas. 

Doria antecipou que, em dezembro, chegará outro lote de 46 milhões de doses da vacina chinesa. Com essa remessa, o Estado dará início em janeiro de 2021, via Sistema Único de Saúde (SUS), a ampla campanha de iminização dos paulistas. Pelo planejamento, as doses serão encaminhadas aos municípios, que passam a coordenar a estratégia de aplicação do medicamento.  

A expectativa é que a população estadual seja imunizada até o final de março. “Se tudo correr bem, até março teremos a imunização de todos os brasileiros de São Paulo”, garantiu o governador. Outras 9 milhões de doses devem desembarcar no Estado em fevereiro, conforme acordo costurado entre o Palácio dos Bandeirantes e a gigante farmacêutica chinesa que desenvolve a medicação. 

Com isso, o governador espera poder destinar doses para outros estados brasileiros. Contudo, ele reconhece que o país dependerá “de três ou quatro outras vacinas em fase de estudo”, no mundo. Candidatas a imunizantes ingleses, russos e americanos já têm acordos com governos estaduais e federal para distribuição em solo nacional. 

A vacina chinesa

Produzida pela empresa chinesa Sinovac, a CoronaVac terá produção nacionalizada, em conjunto com o Instituto Butantan, braço do Estado para a produção de medicamentos. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a fórmula chinesa é uma das nove candidatas a vacina contra o coronavírus em fase avança de testes.  

Doria explica que o projeto executivo para ampliação do laboratório do Instituto Butantan já está pronto. O plano conta com recursos na ordem de quase R$ 200 milhões – via governo federal e doação de empresas privadas – para aumentar a capacidade produtiva da entidade paulista.  

O governador acredita que a fabricação na planta estadual tenha início no primeiro semestre de 2021. Ele explica que as doses feitas por aqui vão reforçar o estoque nacional e promover a atualização anual da vacina, aos moldes como ocorrer com o imunizante contra a gripe. "Após a vacinação, ai sim, vamos experimentar o novo normal", garante Doria.

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