[[legacy_image_40997]] Apenas um a cada dez óbitos por covid-19 em Santos é de idoso com mais de 80 anos. Segundo os números da Prefeitura, em abril do ano passado, as mortes nesta faixa etária representavam 52% do total - 36 óbitos, de um total de 69. Agora, chegam a 10% - 18 óbitos entre 180. Segundos especialistas em Saúde, a vacinação é a solução para a pandemia. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! Os dados foram coletados em levantamento realizado por A Tribuna no Portal de Transparência da Administração Municipal. Segundo o prefeito de Santos, Rogério Santos (PSDB), a queda nessa curva demonstra a eficácia da vacina, pois todos nessa faixa etária já foram imunizados. "Trata-se de uma mudança de tendência muito forte explicada por este novo fator que é a vacinação, por isso, temos feito um grande esforço para garantir a aplicação das doses de forma imediata assim que ela chega na Cidade". Ele explica que chegaram a ser aplicadas mais de 10 mil vacinas, envolvendo mais de 30 postos e todo o efetivo da atenção básica. "A imunização é fundamental para que as pessoas possam ter mais segurança e possamos retomar a vida sem qualquer problema", lembra o prefeito. O secretário de Saúde de Santos, Adriano Catapreta, concorda que os dados são a mostra da eficácia da vacinação. "Existem indícios que mostram que poucas são as pessoas que pegam a covid-19 e internam em UTI, entubam ou morrem". Segunda dose Para o especialista, "a vacinação é a solução da epidemia". "O que tiver disponível de vacina é o que vacinaremos. Mas é importante lembrar que a eficácia aparece após 21 dias de tomada a segunda dose". Catapreta diz que a cidade, hoje, tem apenas 5% das pessoas com a segunda dose atrasada. E isso significa que elas não estão imunizadas contra a doença. "É fundamental tomar a segunda dose e na data escrita no cartão de vacinação. São 28 dias na CoronaVac e 90 dias da Oxford. Fazemos busca ativa para que todos sejam imunizados, ligando e até mesmo indo na casa do idoso para que ele seja vacinado", explica o secretário. O infectologista Eduardo Santos lembra que as vacinas CoronaVac e Oxford são totalmente diferentes, mas ambas eficientes. "Quem tem a oportunidade de tomar a vacina, deve correr para garantir a sua imunização. Para não perder a segunda dose, marque na folhinha ou no despertador do celular. Em tempos como o que estamos vivendo, é o tipo de coisa que não se pode deixar passar". Quem concorda com ele é o também infectologista Jacyr Pasternak. "A CoronaVac é como a maioria das vacinas, com vírus inativo, por isso o tempo entre as doses é menor. As outras são mais delicadas, feitas de modo diferente. Mas, seja qual for a vacina, a pessoa estará protegida".