Necessidade de imunizar ganha força com risco crescente de infecção pela dengue, em especial do tipo 3 (Vanessa Rodrigues/AT) Santos tem baixa adesão à vacinação contra a dengue, aberta em maio do ano passado. Apenas 30,8% do público-alvo — crianças e adolescentes de 10 a 14 anos — tomaram a primeira dose, ou 6.737 pessoas. A segunda dose foi recebida 47,1% dos que buscaram a primeira, ou 2.574 cidadãos. O secretário de Saúde de Santos, Fábio Lopez, diz que a conscientização dessa faixa etária tem sido desafiadora. “Uma criança de 10 anos depende dos pais, enquanto o adolescente de 14 anos já tem, pelo menos, a consciência de discutir isso dentro de sua casa. Precisamos muito da conscientização da família em geral para levar as crianças e os adolescentes de 10 a 14 anos para participar da campanha de vacinação.” A necessidade de imunizar ganha força com a “grande preocupação com o avanço da dengue, em especial do tipo 3”. Após a primeira dose, devem-se esperar três meses para tomar a segunda e completar o ciclo vacinal. Esse intervalo é um fator de preocupação. Conforme o secretário, o pico do número de casos é previsto entre o final de março e início de abril, por razões climáticas — calor e chuva. “Nós tivemos em Santos, no ano passado, mais de 5 mil casos e, infelizmente, quatro óbitos. Queremos trabalhar (este ano) com óbito zero. Para isso, precisamos intensificar as atividades de prevenção”, afirma Lopez. Os trabalhos preventivos têm dois eixos. O primeiro, mutirões, visitas a imóveis, nebulização e denúncias à Ouvidoria. O outro, as vacinas. Serviço A vacina contra dengue está disponível nas 33 policlínicas do Município, que abrem de segunda a sexta-feira — a maioria, das 7 às 17 horas. Também há uma campanha aos sábados, das 9 horas às 15h30, em cinco ou seis unidades. A Prefeitura divulga na sexta-feira as que abrirão.