[[legacy_image_96694]] Estão espalhados pela Cidade, em placas de ruas e praças, alguns dos nomes que há 70 anos pensaram, organizaram e colocaram em pé o projeto do que seria a primeira universidade local, a Universidade Católica de Santos (UniSantos). Idealizada por dom Idílio José Soares (terceiro bispo diocesano de Santos), a universidade teve como primeira diretoria Ademar de Figueiredo Lira, Cleóbulo Amazonas Duarte, João Carvalhal Filho, Flávio Moura Ribeiro, Joaquim Alcaide Valls, José da Costa e Silva Sobrinho, José de Sá Porto, José Luís Mendonça, José Pestana da Silva, Oswaldo Paulino, Sílvio Alves de Lima, Antonio Alves Freire, Alceu Martins Parreira, Mariano Laerte Gomes e Hercílio Camargo Barbosa. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! Daquele longínquo 28 de agosto de 1951 até hoje, centenas de milhares de jovens passaram pelos bancos da instituição, inicialmente com os cursos de Direito, na lendária Casa Amarela, depois Jornalismo, Pedagogia, Letras, Filosofia, seguindo-se as demais opções que foram sendo incorporadas ao leque do Ensino Superior. Hoje, são 52 cursos de graduação nas modalidades presencial e a distância, 30 cursos de especialização/MBA, além de mestrado e doutorado em várias áreas. [[legacy_image_96695]] Perto da comunidade“Sempre tivemos a preocupação de inserir a universidade nas questões da sociedade”, diz Maria Helena Lambert, a primeira e única mulher a ocupar o cargo de reitora, entre 2002 e 2009. Maria Helena se refere aos projetos de extensão desenvolvidos junto com a comunidade, como a agenda ambiental feita para o Porto de Santos, em 2006, e outros ligados à formação educacional de crianças e jovens de comunidades carentes, e também à preservação do patrimônio histórico. Para Maria Helena, o maior desafio da universidade é manter-se fiel à qualidade que se propôs a oferecer há 70 anos. “Manter um curso de qualidade custa caro, e nem sempre o público percebe o investimento feito. Hoje, vivemos uma competitividade muito grande. Não se pode olhar apenas para o valor da mensalidade”, diz. Marcos Medina Leite, reitor em seu terceiro mandato, vai além. “Testemunhar os jovens tendo a oportunidade de acessar o Ensino Superior nos enche de orgulho. Saímos de 3 milhões de estudantes para quase 8,5 milhões no País. Isso significa universalizar o acesso, mas temos que primar pela qualidade. O Brasil precisa qualificar suas gerações de jovens, porque senão a condição do País de enfrentar seus desafios vai se apequenando, dentro e fora”. Avaliações Medina é crítico em relação aos atuais processos de avaliação dos cursos pelo Ministério da Educação. “Ano após ano, nossas notas são boas, mas isso não nos satisfaz, porque não conseguem apreender o sentido principal da formação, que é essa relação com a comunidade”. Para o reitor, o foco do Ensino Superior é fazer com que ele dê as respostas sobre problemas que ainda não existem, que vão surgir no futuro. “Temos que romper a barreira da disciplina, que só serve para organizar a forma como o conteúdo será passado, mas não pode ser só isso”. Uma das mudanças implementadas nos últimos anos pela universidade é a extensão da iniciação científica para todos os cursos, desde o primeiro ano. “Todo aluno é pesquisador, e só conclui o curso se tiver horas de pesquisa formuladas. Ele escolhe a área, dentro do leque que oferecemos”. Hoje, diz Medina, acesso a conteúdo já não é mais o diferencial de uma universidade. “Você faz uma busca na internet e encontra uma indexação que nenhuma Barsa (antiga enciclopédia) poderia supor. Então, o papel do professor não é apresentar conteúdos, mas dar condição ao estudante para perceber a relevância desse conteúdo, estabelecer vínculos. A pesquisa é a forma de romper a barreira da disciplina. A pesquisa é interdisciplinar”.