[[legacy_image_8981]] A Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) deve retomar hoje as atividades acadêmicas, em Santos. Ontem, as cinco unidades foram fechadas, e os alunos, dispensados depois de uma ameaça circularpelas redes sociais. O caso foi levado à Polícia Federal (PF). Um texto anônimo postado na página Segredos Unifesp, do Facebook, fez com que a direção decidisse interromper as aulas, ainda na parte da manhã. “Faz um tempo que eu já não aguento mais. Fazer o quê, eu precisava juntar duas, pelo menos. Amanhã, durante o pico do r.u., eu estareil á com meus amigos 3 e 8 (sic)”, dizia o texto. A diretora do campus, Sylvia Helena Batista, ficou sabendo do conteúdo às 9h30. Ela disse que recebeu prints de tela de professores e funcionários que haviam lido a mensagem e ficaram preocupados. Pouco depois, dispensou os estudantes e ordenou o fechamento das cinco unidades. Segundo Sylvia, o teor da ameaça indica que ela foi feita por um aluno ou pessoa que conhece a rotina da universidade, pois cita o horário de pico do restaurante universitário (“r.u.”). O local chega a oferecer 800 almoço sem um dia. Precauções A Unifesp emitiu uma nota no site oficial da instituição, avisou estudantes e funcionários por e-mail e conversou com quem estava nas unidades. A diretora acadêmica disse que todos estavam “intranquilos e preocupados”. “É a primeira vez que agente tem ameaça desse teor. Estamos com 15 anos aqui, e isso não é algo comum. Aliás, não é algo comum no País esse tipo de ameaça e de atos, como o que aconteceu em Suzano.” Outras mensagens que circularam via WhatsApp deixaram o clima ainda mais tenso. Nelas, pessoas diziam que alguém havia entrado armado na unidade da Unifesp da Rua Silva Jardim, na Vila Mathias. Sylvia garantiu que isso não aconteceu e tratou de acalmar os ânimos. “Neste momento, há uma preocupação, uma inquietação. Estamos tentando nos manter serenos. Não há motivo de pânico, mas tomamos todas as medidas cabíveis para que haja o retorno”, comentou a diretora doc ampus Baixada Santista. O caso foi levado à PF, pois se trata de uma instituição Federal. A Reportagem não conseguiu resposta da Polícia Federal sobre como o caso será investigado.