Conforme cálculos de 2022, seriam necessários R\$ 9,2 milhões para o restauro do colégio, na Vila Mathias (Vanessa Rodrigues/ AT) De acordo com o diretor acadêmico do campus da Baixada Santista da Unifesp, Odair Aguiar Júnior, o projeto de ocupar o Docas segue vivo. “Em 2006, quando a gente abriu os cursos de graduação, eram cinco cursos na área da Saúde. Hoje em dia, nós já temos, além da área da Saúde, a área de Ciências do Mar. Então, a gente planejou a nossa expansão, tendo em vista os terrenos que a gente negociou, tanto com a Prefeitura quanto com a SPU (Secretaria do Patrimônio da União, federal).” Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Há um Plano Diretor de Infraestrutura que engloba cursos de graduação e pós-graduação. Pretende-se construir um bloco poliesportivo em um terreno diante do número 133 da Rua Silva Jardim. Na área do Docas, uma propriedade é da SPU (a maior parte), e a da Prefeitura é o colégio. “Com esses dois entes, nós firmamos esses acordos de cessão. No colégio, a gente vai fazer um restauro da estrutura e construir um Serviço Escola Integrado da área da saúde. No restante do terreno, a gente planejou construir duas lâminas de edifícios que vão abrigar diversas estruturas (...) dar vazão à necessidade de espaço que nós temos.” Como o antigo prédio do Docas é patrimônio histórico, com nível de proteção 2 — fachadas, telhado e dimensões —, foi preciso autorização do Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Santos (Condepasa) para obras. A Unifesp está autorizada a captar verba por meio da Lei de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet), com uma renovação do pedido em curso. Valores de 2022 apontam custo total de R\$ 104,2 milhões: a fase 1 demandaria R\$ 28,5 milhões; a segunda, R\$ 66,5 milhões, e o Serviço Escola Integrado, com o restauro do Colégio Docas, R\$ 9,2 milhões. Também se procuram recursos federais. “O projeto executivo existe e, assim que a gente conseguir o dinheiro, fará essa reforma.” Saúde pública A Prefeitura informa que o Centro de Controle de Zoonoses e Vetor mandou uma equipe ao local. Constatou que uma empresa particular faz desratização e desinsetização periódicas do local. O CCZV desratizou as ruas do entorno e visita o imóvel todo mês para “controle do mosquito Aedes aegypti”, do qual não se viram larvas.