[[legacy_image_10032]] Basta circular por algumas unidades de Saúde de Santos para ver que ainda faltam ajustes para que o atendimento à população seja adequado. No Ambulatório de Especialidades (Ambesp), que fica na Avenida Conselheiro Nébias, a principal reclamação dos usuários é a demora para atendimento nas consultas. A aposentada Filomena de Sousa, de 86 anos, tinha uma consulta marcada para às 8h com uma endocrinologista. Chegou ao local pouco depois das 7h, e até às 11h30 ainda aguardava passar pela especialista. “Não sei por que marcam horário, se aqui o atendimento é feito por ordem de chegada. Vim mais cedo, mas sei que antes das 6h já tem gente na fila para ser atendido primeiro”, queixa-se. Ela reclama também que alguns dos médicos que atendiam no local se aposentaram e o Ambesp está com número reduzido de profissionais. Próximo dali, na mesma avenida, no fim da manhã de quinta-feira (9), uma policlínica tinha uma rotina de atendimento diferente. Sem estar lotada, as pessoas que chegavam já eram atendidas. Mas, apesar do fluxo normal, o prédio apresenta problemas estruturais. Sem identificação nenhuma, quem passa pela frente da casa não imagina que ali funcione uma unidade de saúde municipal. A conservação da fachada do imóvel também deixa a desejar, com buracos na parede, canos improvisados, mato crescendo na área interna perto do portão de entrada e entulho ao lado da casa. Na Policlínica do Jabaquara, os santistas não têm do que reclamar. “Sempre trago minha filha aqui e é sempre rápido, no horário e resolvemos tudo. Muito organizado”, afirma um usuário do local que não quer se identificar. Outro lado O secretário municipal de Saúde, Fábio Ferraz, admite os problemas nas unidades visitadas por A Tribuna, e inclui mais uma na lista. “As unidades [policlínicas] da Conselheiro Nébias e José Menino-Pompeia são duas que estão com as estruturas muito ruins. São alugados e já estamos procurando imóveis para atender melhor a população”, garante ele, que não revela os locais que já tem em vista, mas diz que em até 40 dias, as negociações para a mudança da policlínica que fica na Pompeia devem ser concluídas. Para a da Conselheiro Nébias, outros dois locais estão sendo estudados. Quanto ao Ambesp, Ferraza firma que a questão dos horários de atendimento das consultas deve melhorar com a contratação de um serviço externo de agendamento, cuja licitação está emandamento. Ele estima que isso seja implantado também em 40 dias. Ele atribuiu ainda parte da demora no atendimento a atrasos dos médicos. Já para os especialistas que se aposentaram, o secretário diz que acaba de realizar concurso público para médicos, que deve ser homologado até dia 30 deste mês. Mas, para Ferraz, a solução definitiva para o Ambesp está na construção da nova unidade, na Rua Manoel Tourinho. “Com entrega das obras no fim deste ano e funcionamento para o início de 2020, teremos um novo modelo de gestão, no nível do Hospital dos Estivadores”, diz.