[[legacy_youtube_3Ut-YlKo1n0]] Único grupo de circo com galpão em Santos, a Associação Porto Circense corre o risco de fechar completamente as portas, após mais de um ano de pandemia. Com sede em um prédio do canal 5, no Embaré, dois andares do imóvel já foram devolvidos para o proprietário e resta apenas o térreo da unidade. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! A equipe de ATribuna.com.br entrevistou Sidney Herzog presidente da Porto Circense, Audrey Herzog e Juliana Bordallo, ambas palhaças e integrantes da associação sobre a resistência e dificuldades encontradas para enfrentar o momento de crise. Confira os detalhes na videorreportagem acima. [[legacy_image_65330]] Criado em 2017 para ser um espaço de trocas, onde oficinas, aulas e espetáculos eram os protagonistas, hoje o galpão da Porto Circense está abandonado, desde março do ano passado não sabe o que é ser alimentado pela arte. De acordo com Sidney Herzog, por mais que todos os artistas se esforcem para manter espaço, a situação atual está muito difícil. Segundo Audrey Herzog, esposa de Sidney e palhaça, no começo da pandemia as pessoas estavam com mais disposição e dinheiro para colaborar com produções culturais, “o chapéu virtual”, nome dado pelos artistas para vaquinhas online, ainda era suficiente para pagar os gastos da unidade. “Mesmo que a gente conseguisse abrir com só uma porcentagem do público não seria viável, porque isso não paga o custo de luz, de água e do pessoal que vai trabalhar. Hoje, de um prédio que a gente tinha três andares, a gente teve que entregar dois e ficar só com a parte térrea”. Os espaços que foram entregues para o proprietário do imóvel, por causa de dívidas, eram onde aulas de circo e teatro; gravações audiovisuais e até dormitórios para residências artísticas funcionavam. Mas não só as finanças foram comprometidas pela pandemia, o grupo também teve que se adaptar ao formato online, que segundo os três entrevistados é mais exaustivo, caro e carece do contato com o público, que é a base das apresentações circenses. “O que eu preciso mesmo é da troca, é o que faz a vida valer a pena. Por isso, eu escolhi ser atriz a palhaça”, desabafou de forma saudosa Audrey. No momento, a Porto Circense mantém a arrecadação de dinheiro online e também está aberta para propostas para um novo espaço de arte. Para ajudar, é necessário entrar em contato com Sidney Herzog (13) 99713-3593 ou pela página do Facebook. Sidney Herzog em apresentação nas ruas de Santos antes da pandemia (Foto: Reprodução/Facebook)