Pelo segundo ano consecutivo, evento, realizado todo 1º de maio aberto ao público, ocorreu no Estádio Ulrico Mursa, da Portuguesa Santista, em Santos (Alexsander Ferraz/ AT) Celebrar a união entre famílias, amigos ou culturas. Foi a mensagem que a Associação Japonesa de Santos (AJS) quis reverberar nesta sexta-feira (1º), na 73ª edição do Undokai, gincana realizada pela comunidade nipônica da Cidade todo 1º de maio. Pelo segundo ano consecutivo, o evento, aberto ao público, ocorreu no Estádio Ulrico Mursa, da Portuguesa Santista. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Além dos tradicionais jogos, dos quais participaram pessoas de todas as idades, o Undokai reuniu apresentações de artes marciais, como caratê, e também música e danças típicas, com demonstrações de taikô (tambores japoneses de grande porte, tocados em grupo) e odori (danças tradicionais japonesas, geralmente em festivais culturais). “É uma forma de resgatar as tradições dos nossos ancestrais, que acredito que temos de manter, além de ser uma forma de reunir não só a família, mas todos os amigos”, disse o presidente da AJS, Paulo Miyasiro, vereador pelo Republicanos. Marise: pensamento coletivo (Alexsander Ferraz/AT) A primeira vice-presidente da associação, Marise Hashimoto, destacou que as gincanas promovidas durante o Undokai refletem valores da cultura japonesa. “(Os jogos reforçam) A importância do trabalho de equipe e que, com harmonia, paz e tranquilidade, conseguimos fazer tudo, além da importância de pensar no coletivo sempre”. Entre os participantes, o sentimento de continuidade marcou presença. O empresário Helder Yoiti Doi, de 43 anos, contou que mantém a tradição desde a infância e hoje a repassa às filhas. “A gente vem desde pequeno, já participa. Hoje faço o mesmo com as minhas filhas, mantendo essa tradição na família”, afirmou. Para a empresária Shirley Hiromi Nakai Sasaki, de 61 anos, o encontro reforça laços de convivência. “É um momento de encontrar amigos e integrar todo mundo nessa cultura, que é muito generosa. Quem tem compartilha; quem não tem participa do mesmo jeito.” Amanda, ao centro, com voluntários sem ascendência japonesa: Gabriella e Derick (Alexsander Ferraz/AT) Difusão cultural Voluntária da AJS, a programadora Amanda Naraoka, de 22 anos, ressaltou a importância do evento tanto na vivência pessoal quanto na difusão da cultura japonesa. “Muita gente conhece um pouco da cultura japonesa por causa dos animes ou da internet, mas nem sempre a entende de fato. As associações japonesas têm esse papel de abrir portas, acolher descendentes e também quem não é, para participar das festividades e conhecer melhor essa cultura”, completou. Também voluntários da associação, os estudantes Derick Oliveira e Gabriella Negrini, ambos de 18 anos, representam o público que se aproximou da cultura japonesa sem ter tal ascendência. Ele, que atua há três anos na associação, vê o Undokai como um elo entre culturas. “É um momento em que pessoas que viveram no Japão relembram suas experiências e também apresentam essas tradições para quem nasceu aqui. Acaba sendo uma mistura muito interessante entre a cultura japonesa e a brasileira”, afirmou. Gabriella destaca o caráter acolhedor do evento. “É uma chance de aproximar pessoas que não são da comunidade e que têm interesse em conhecer mais sobre a cultura japonesa”, declarou a voluntária. Famílias e amigos ocuparam o gramado e se integraram também à cultura do Japão (Alexsander Ferraz/AT)