Turista registrou o momento em que pinguim se aproxima da embarcação (Reprodução) Uma turista foi surpreendida durante um passeio de escuna ao encontrar com um pinguim no meio do mar, em Santos, no litoral de São Paulo. Elaine Batista de Miranda, autônoma de 45 anos, contou para A Tribuna que é de Belo Horizonte, em Minas Gerais, e veio passar um final de semana com a família na cidade. (Veja vídeo mais abaixo) Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! “O intuito do passeio de barco era conhecer melhor onde estamos, ter dimensão das praias, do Porto e dos prédios, mas ver um pinguim assim, no meio mar e ele se exibindo pra nós, foi maravilhoso. Meu filho ficou encantado”, relembra Elaine. A turista relatou que ficou decepcionada por não conseguir visitar o Aquário de Santos, mas destacou que foi presenteada com o encontro inesperado. “Nunca imaginei ver um animal tão raro de pertinho. Ainda havia lido que no Aquário de Santos tem pinguins e fiquei no pesar de não podermos visitar, por estar em reforma. No fim, encontramos com um na natureza e tão perto. Foi sensacional.” A moradora de Belo Horizonte comentou que o animal parecia saudável. Elaine registrou o momento do encontro e, nas imagens, é possível ver o animal nadando e se aproximando da embarcação. Para ela, o encontro com o pinguim foi especial: “É maravilhoso poder contemplar a natureza de Deus na sua essência.” -Pinguim turista BH em Santos (1.523270) Espécie mais comum no litoral Para A Tribuna, o biólogo especialista Eric Comin, explicou que se trata de um pinguim-de-magalhães (Spheniscus magellanicus), espécie mais comum no litoral do Brasil, trazidos por correntes marinhas, entre maio e agosto, quando viajam milhares de quilômetros rumo ao norte em busca de alimento. “Diferente do mito popular, essa espécie não vive no gelo, habitando zonas de águas temperadas no sul do continente americano”, afirma. “O pinguim-de-magalhães é uma ave marinha de médio porte, famosa por suas longas migrações anuais que a trazem da Patagônia até o litoral do Brasil”, complementa o especialista. Comin ressalta que a espécie é classificada como Quase Ameaçada (NT), de acordo com a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN). A captura acidental em redes de pesca, mudanças climáticas e poluição são os principais riscos para esses animais. A recomendação caso encontre um pinguim-de-magalhães é não mexer e isolar a área. Em Santos, Guarujá, Bertioga e São Vicente, o Instituto Gremar pode ser acionado para resgate do animal. Em Praia Grande, Mongaguá, Itanhaém e Peruíbe, deve-se acionar o Instituto Biopesca. Confira abaixo as orientações do biólogo: O que fazer: Isole o local: Mantenha banhistas, crianças e, principalmente, cachorros afastados para diminuir o estresse do animal. Improvise sombra e silêncio: Se o dia estiver muito quente, tente projetar uma sombra sobre o animal sem tocá-lo, evitando barulhos ou flashes de fotos. O que nunca fazer: Não coloque o animal no gelo: o pinguim encalhado geralmente sofre de hipotermia grave e desidratação; o gelo pode matá-lo. Não force o retorno ao mar: se ele saiu da água, está exausto, fraco ou doente e corre o risco de se afogar se for empurrado de volta. Não toque ou tente transportar: além do estresse ao animal, há riscos sanitários para os humanos, como a transmissão de vírus (incluindo variações de gripe aviária). Não ofereça comida: alimentá-lo de forma incorreta pode piorar o quadro clínico de desnutrição.