[[legacy_image_330878]] O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência de Santos (Samu) é, como o próprio nome diz, um serviço sério, de emergência, disponível para vítimas de fatalidades que precisam ser socorridas imediatamente. E o melhor, ele é gratuito, oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e, para solicitar, basta ligar para o número 192. Entretanto, quando utilizado da forma errada pode colocar em risco quem realmente precisa do atendimento. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! A cada mês, 10 mil ligações são atendidas na unidade do Samu em Santos. Porém, desse total, cerca de 1,5 mil são trotes, ou seja, ligações falsas realizadas para enganar os profissionais que se dedicam a salvar vidas. E, quando uma equipe médica se desloca para atender um chamado falso, esses mesmos profissionais deixam de atender outra pessoa. Um tempo perdido que pode ser fatal. Afinal, para atender as ocorrências podem ser deslocados um médico, enfermeiro, técnico e auxiliar de enfermagem, além do próprio motorista. “Quando enviamos uma ambulância para um local onde não existe uma ocorrência, prejudicamos quem precisa do atendimento rápido. O trote pode custar uma vida”, justifica Marcelo Ismail, coordenador do Samu de Santos. De acordo com a Prefeitura de Santos, os trotes, além de ilegais, são cometidos por pessoas de todas as idades, desde crianças até adultos. “Toda a equipe perde um tempo que poderia ser utilizado para ajudar mais pessoas”, desabafa Ismail. [[legacy_image_330879]] Como funcionaPara acionar o Samu é necessário ligar para o 192. Um técnico auxiliar de regulação médica atende ao chamado e faz uma triagem da ocorrência. São perguntados nome, endereço, telefone para contato e é questionado o motivo da ligação, assim como o estado de saúde aparente da vítima. Coletadas as primeiras informações, a ligação é transferida para um médico regulador, que faz perguntas mais específicas sobre o paciente. Nesse contato, é possível, muitas vezes, descobrir se a ligação se trata de um trote ou não. Caso a ocorrência seja verdadeira, é definida uma classificação de urgência para o deslocamento da equipe médica. São cinco os códigos possíveis: vermelho, em que a ambulância deve chegar em até 15 minutos; laranja, em até 30 minutos; amarelo, até 60 minutos; verde, 120 minutos; e azul, acima de quatro horas. Assim que o nível de urgência é estabelecido, o caso é encaminhado para o rádio operador, que encaminha as ambulâncias para as respectivas ocorrências médicas.