O novo trem que ligará Santos e o resto do litoral de São Paulo ao Vale do Ribeira terá tanto transporte de passageiros quanto de cargas (Divulgação / CPTM) A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) apresentou novas atualizações sobre o projeto de ligação ferroviária entre Santos, no litoral de São Paulo, e Cajati, no interior do Estado, que segue em fase de estudos. A proposta do novo trem prioriza o modelo de uso misto da linha, com transporte de passageiros e cargas, conectando a Baixada Santista ao Vale do Ribeira. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! O projeto do trem prevê uma ferrovia de 233,6 quilômetros de extensão, com 13 estações ao longo do trajeto. Entre as cidades atendidas estão São Vicente, Praia Grande, Mongaguá, Itanhaém, Peruíbe, além de Registro e Cajati, no Vale do Ribeira. A estimativa de demanda permanece entre 28 mil e 32 mil passageiros por dia, número que reforça o potencial do serviço para mobilidade regional. Além disso, o estudo prevê o transporte de aproximadamente 600 contêineres diários, indicando forte vocação logística da ferrovia. De acordo com o Plano de Investimentos da CPTM, uma das metas é iniciar o desenvolvimento efetivo do projeto ainda neste ciclo, com a implantação de um serviço regional. A expectativa da diretoria é avançar nas próximas etapas técnicas já a partir de 2026. Entre os próximos passos está a elaboração de um mapa-síntese do traçado, com base em levantamentos aerofotogramétricos, além de ajustes no projeto. A previsão é que essa fase seja concluída até 2028, permitindo o avanço para etapas posteriores. Nova alternativa Embora ainda em fase inicial, a proposta de retomada da ligação ferroviária no litoral de São Paulo é vista como estratégica para melhorar a mobilidade entre cidades da região e impulsionar o desenvolvimento econômico, especialmente no Vale do Ribeira. O projeto poderá criar uma nova alternativa de transporte, integrando passageiros e cargas em um mesmo corredor e reduzindo a dependência das rodovias que atualmente concentram grande parte do fluxo na região.