[[legacy_image_283134]] A Prefeitura de Santos instituiu um programa de conscientização, prevenção e combate ao transtorno de ansiedade generalizada e ao transtorno misto ansioso e depressivo. A Lei Municipal 4.234/2021, sancionada quinta-feira (20), ressalta a atenção para a saúde mental desde os primeiros sintomas dos transtornos. De acordo com a Administração Municipal, a rede pública de saúde terá papel fundamental nesse processo. O projeto de lei foi criado pelo vereador Marcos Libório (PSB, licenciado, atualmente secretário de Meio Ambiente de Santos) e reforça a importância das ações em relação à promoção da saúde e bem-estar, como o atendimento, que já é realizado, às pessoas com transtorno de ansiedade generalizada e ao transtorno misto ansioso e depressivo. A motivação para criar a lei veio da percepção de que os afastamentos médicos de funcionários por essas causas começam de forma silenciosa e vão ganhando proporção ao longo do tempo. “Não estamos preparados, de forma suficiente, para identificar essas etapas. Minha motivação foi criar um ambiente de tratamento prévio, de percepção e sensibilidade desses transtornos para antecipar essas questões. Além de ajudar as pessoas neste momento de dificuldade”, afirma. Atenção préviaO vereador cita que o isolamento está ligado a esses transtornos. Por isso, é necessário criar espaços para que as pessoas consigam identificar os sintomas iniciais e combatê-los a tempo. “Precisamos observar e ter atenção, porque as pessoas se isolam e não conseguimos alcançar”. De acordo com a Administração, o atendimento é realizado na policlínica de referência do local de moradia do paciente. As mesmas unidades também oferecem reuniões em grupos e ações de bem-estar, que previnem não apenas doenças físicas, mas permitem manter o equilíbrio emocional. Além disso, esse mesmo atendimento pode ser realizado nos Centros de Atenção Psicossocial (Caps), geralmente voltados a pessoas que apresentam transtornos mentais com grau mais agravante e persistente. As unidades do Caps possuem psicólogos, psiquiatras, enfermeiros, técnicos de enfermagem, terapeutas ocupacionais, acompanhantes terapêuticos, assistentes sociais e farmacêuticos à disposição, onde cada paciente recebe um projeto terapêutico único e singular voltado para a melhora e não remanescência do transtorno. Ainda segundo a Prefeitura, há a Seção de Reabilitação Psicossocial (Serp), unidade terapêutica baseada em oficinas artísticas. Há opções como encadernação, fuxico, crochê, costura, bordado e bijuteria. As aulas priorizam a qualidade de vida, fortalecimento da autonomia, inclusão social dos usuários e até geração de renda.