Situação faz com que os coletivos parem no meio da avenida, causando perigo tanto para quem sobe quanto para quem desce na Ponta da Praia, em Santos (Arquivo pessoal) Quem depende dos ônibus que param em frente ao Centro de Convenções, na Praça Almirante Gago Coutinho, no bairro Ponta da Praia, em Santos, no litoral de São Paulo, tem enfrentado problemas em razão do movimento do sistema de travessia de balsas rumo a Guarujá. A chamada fila de carros com hora marcada acaba se formando onde os coletivos param e tem causado transtornos e atrasos. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! "Essa situação ocorre geralmente às sextas-feiras e em vésperas de feriados prolongados, mas também em dias de chuva e/ou maré forte. Nessas ocasiões, acabo muitas vezes tendo que me deslocar para outro lugar e recorrer a carro por aplicativo", conta a professora Paula Ribeiro, que leciona em Guarujá e passa diariamente pelo local por residir em Santos. A situação faz com que os coletivos parem no meio da avenida, causando perigo tanto para quem sobe quanto para quem desce, pois isso acaba sendo feito entre os automóveis. "Em alguns casos, o ônibus nem para, como aconteceu na sexta-feira, 19 de junho, e o próximo só viria após 25 minutos", descreve. Paula lembra que o quadro naturalmente é pior ainda para pessoas com deficiência (PCDs) e idosos. "Como o ônibus para no meio da via, fica mais difícil ou até impossível conseguir subir no degrau tão alto sem a ajuda do meio-fio, como no caso da professora que estava comigo retornando do trabalho", argumenta. Também professora em Guarujá e moradora de Santos, Cristiane Gomes Igrejas tem artrose nos joelhos e relata o mesmo drama. "Os ônibus param no meio da via pública, impossibilitando as pessoas com comorbidades de subirem e as que o fazem correm risco de acidentes por transitarem no meio dos carros e motos. Fora os ônibus que sequer param. Expresso minha necessidade de providências para garantir o direito de ir e vir de todos com segurança", comenta. Outro lado Em nota, a Secretaria do Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), por meio da Coordenadoria de Travessias, informa que “o sistema registrou alta demanda de veículos, característica comum do período (sextas-feiras), e tem enfrentado, de forma recorrente, condições de maré elevada. Por questões de segurança, esse cenário exige manobras de atracação mais demoradas em algumas embarcações, o que torna as viagens mais longas e pode contribuir para a formação de filas”. “No entorno da Praça Almirante Gago Coutinho, a organização do trânsito e das áreas de embarque e desembarque de ônibus é de competência do município”, ressalta a pasta. Já a Prefeitura de Santos, também em nota, afirma que “a região da Ponta da Praia passou por obras de revitalização e requalificação viária, que reorganizaram a circulação de veículos e do transporte coletivo no local” e, “até o momento, a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) não possui registro de reclamações de usuários do transporte coletivo relatando que os ônibus deixem de atender o ponto localizado na Praça Gago Coutinho em razão das filas de veículos para acesso à balsa”. Segundo a Administração Municipal, a CET “realiza o monitoramento operacional da área e, quando identificadas intercorrências que afetem a fluidez do trânsito ou a operação do transporte público, adota as medidas necessárias para equacionar a situação”. Sobre o caso citado, a CET “fará contato com Acqua Vias SP, empresa responsável pelo serviço de balsas, visando melhor organização dos veículos que se destinam à travessia, principalmente aqueles com horário marcado, a fim de que não haja interferência no viário da cidade”.