[[legacy_image_72956]] Quem utiliza o sistema de barcas para travessia entre Santos e Guarujá sofre para cruzar a Avenida Saldanha da Gama, do lado santista, em frente à estação de barcas, após mudanças feitas por conta do projeto de modernização da Ponta da Praia. Usuários de ônibus com destino à Capital também reclamam de problemas para embarque e desembarque naquele trecho. Para quem sai da barquinha, o problema começa na hora de atravessar a via. A faixa de pedestres foi alterada. É preciso seguir um caminho, considerado longo pelos usuários, para atravessar. Por isso, a maioria, se arrisca, abrindo caminho entre carros e motos, para cruzar as duas pistas. "A gente gostaria que voltasse como antes, com a faixa de pedestre em frente à estação de barcas. Porque corremos risco todo dia e ninguém vai dar essa volta para usar a faixa criada pela CET”, diz a recepcionista Bruna Alves Andrade, 32 anos. Simulação Fizemos um teste utilizando a faixa de pedestre para simular o tempo que um usuário levaria para embarcar rumo a Guarujá. O ponto de saída foi o semáforo em frente à Praça Gago Coutinho. É preciso fazer a travessia nesse ponto para passar pelo acesso à balsa e cruzar a avenida. O cronômetro foi acionado assim que o semáforo fechou para o pedestre. Um minuto e oito segundo depois, foi possível começar a travessia. Depois, é preciso atenção com a ciclovia. O próximo semáforo para pedestre fechou novamente na hora de seguir para a segunda faixa da Saldanha da Gama. Mais uma espera e, enfim, caminho livre até a entrada da estação de barcas. Foram necessários 3 minutos para percorrer o trajeto. Agora, se o atalho for usado, são 16 segundos, porém correndo perigo. “É perigoso ser atropelado. Mas todo mundo está com pressa para chegar ao trabalhou. Podiam mudar isso”, diz a diarista Yolanda Nascimento, 33 anos, que vem do bairro Morrinhos, do lado guarujaense, todos os dias trabalhar em Santos. Ponto de desembarque Quem vem de carro para pegar a barca ou para utilizar os ônibus para São Paulo enfrenta outro drama. A falta de local para embarque e desembarque nos dois sentidos. A publicitária Agatha Ferreira, 40 anos, conta que recebeu três multas no local, sendo duas em datas seguidas, quando levava a filha para o embarque. “Nós ficamos sujeitos a utilizar a área entre o posto de gasolina que tem ali e o local de embarque dos ônibus para São Paulo. E o simples fato de você parar um segundo para uma pessoa descer, já é multado”. Depois da experiência, ela decidiu lançar um abaixo-assinado, na quarta-feira, para que a Prefeitura defina um local para embarque e desembarque. Já há mais de 300 assinaturas. Quem quiser participar pode acessar o site. Resposta A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) de Santos informou, em nota, que, atualmente, todaa área conta com monitoramento constante e, quando há grandefluxo de pedestres e veículos, é disponibilizado um agentede trânsito no local. A emprea acrescentou ainda que faráuma campanha educativa com orientação voltada à travessia segura de pedestres. Haverá ainda instalação de barreiras de proteção (telas ou grades) na entrada e saída das barcas. A expectativa é deque o problema seja solucionado até o fim de outubro, com a conclusão do projeto de reurbanização da Ponta da Praia, quando a região será contemplada com umnovo terminal de ônibus. “Quando as obras estiverem prontas haverá espaço suficiente para a parada de ônibus, o desembarque de veículos e as travessias de pedestres”. Quanto às multas aplicadas, a CET-Santos disse que há placa de Proibido Parar e Estacionar no local, não sendo permitido o desembarque de passageiros. “No entanto, há diversos outros trechosnas proximidades que permitem realizar esta operação”.