O animal foi identificado e recolhido na manhã desta quinta-feira (8) (Divulgação) Um filhote de toninha (Pontoporia Blainvillei) foi encontrado em avançado estado de decomposição na faixa de areia, próxima ao Posto 2 do Corpo de Bombeiros, no Gonzaga, em Santos. Segundo pessoas que estavam caminhando na praia, o animal foi visto na noite de quarta-feira (7). Ele foi retirado do local na manhã de quinta-feira (8). Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! O filhote foi identificado e recolhido durante uma ação do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS). De acordo com o Instituto Gremar, por conta do estado da carcaça, não foi possível realizar uma necropsia para investigar a causa da morte da toninha. Especialistas explicam A Tribuna conversou com o professor e biólogo Rafael Silva dos Santos, de 36 anos, que diz que essa espécie é bem comum na região. “No último sábado (3), um gofinho da mesma espécie apareceu em Guarujá”, diz o especialista. O biólogo afirma que a principal causa da morte desses animais está relacionada à ingestao de lixo e às redes de pesca. “Os animais ficam presos nas redes de pesca e acabam morrendo afogados”. Rafael também destaca que as toninhas são encontradas apenas na costa leste da América do Sul, no Oceano Atlântico. Mediante a isso, elas se distribuem principalmente em águas costeiras e rasas entre o Espírito Santo, no Brasil, e o Golfo San Matias, na Argentina, atingindo profundidades máximas de até 50 metros. O professor explica que as toninhas vivem em grupos pequenos, com dois a cinco membros. “É comum encontrar vários grupos ocupando a mesma área enquanto se alimentam”, explica. Segundo o especialista, esses animais são bem 'tímidos' e correm risco de extinção. “Hoje, a toninha está classificada como situação critica em perigo de extinção na lista de espécies ameaçadas do Ministério do Meio Ambiente”, destaca. A Tribuna também conversou com o biólogo Eric Comin, de 45 anos, que destacou que a toninha se alimenta de peixes de água rasa. “Ela come mais pequenos crustáceos e moluscos”, diz. Ele afirma que as toninhas sobem à superfície para realizar a respiração e, com isso, podem colidir com embarcações, causando danos. Segundo o biólogo, um dos motivos que podem afetar peixes e seres marinhos em geral é a poluição dos mares. “Plásticos, materiais sintéticos e outros já foram encontrados dentro dos estômagos desses animais”.