Falta d'água continua em prédios do bairro Areia Branca (Imagem ilustrativa/Marcello Casal Jr./Agência Brasil) Os moradores do Conjunto Habitacional da Areia Branca, na Avenida Engenheiro Manoel Ferramenta Jr, em Santos, continuam enfrentando a escassez de água. A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), alegou ter feito vistoria, inclusive, na presença da síndica. Entretanto, ela afirma que isso não aconteceu. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! A aposentada Edvilma Severina de Oliveira, de 56 anos, entrou em contato com a reportagem de A Tribuna após a empresa se posicionar sobre o abastecimento de água no conjunto, que conta com 160 apartamentos e mais de 500 pessoas. "Liguei para a Sabesp e não me retornaram. Na verdade, até desligaram o telefone quando eu pedi pra passar pra um supervisor. Disseram que foi conversado comigo e que explicaram a situação, que o problema era interno. Não veio nenhuma equipe, eles só falam que em 24h iam mandar um técnico, mas não veio ninguém", afirma Edvilma. Segundo a síndica, moradores dos apartamentos estão reclamando sobre o fluxo baixíssimo de água durante a noite e pela manhã. "Os vizinhos estão me cobrando isso. Como é que foi falado pra mim que o problema é interno? Quando? Eles têm fechado a entrada de água para o nosso relógio central e temos vários protocolos pedindo caminhão pipa, mas não vem nenhum", reclama. Conforme apurado por A Tribuna, a caixa d'água do conjunto habitacional é dividida em três compartimentos, sendo, uma de 61.000m³ e duas de 49.500m³. Na tarde da última quinta-feira (4), um caminhão pipa de 8 mil litros realizou um abastecimento emergencial no local. Resposta A Tribuna procurou novamente a Sabesp, que disse, em nota, que o abastecimento de água na região do endereço citado vem acontecendo de forma adequada, "sem registro de ocorrências em imóveis vizinhos". A empresa afirma que o conjunto habitacional citado passou por vistorias anteriores, que constataram a "necessidade de realização de adequações internas nas instalações do imóvel", não sendo responsabilidade da companhia. Ainda conforme a Sabesp, variações momentâneas na pressão da água podem ocorrer durante "eventuais manutenções no sistema, que são realizadas durante a noite, período em que o impacto para a população é menor. Imóveis que dispõem de caixa-d’água com reserva mínima para 24 horas, como determina o Decreto Estadual 12.342/78, não devem sentir os reflexos". A Reportagem questionou a empresa sobre qual foi a data da última vistoria no conjunto habitacional, e quais seriam as adequações necessárias, mas não obteve resposta.