[[legacy_image_176283]] O ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sergio Moro (União Brasil) afirmou que ainda deseja a candidatura à Presidência da República, mas admitiu que precisa lidar com uma ala do partido que resiste a essa ideia, admitindo disputar um outro cargo, como o de senador, por São Paulo, seu novo domicílio eleitoral. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! “Eu fui para o União Brasil para ajudar a romper e buscar uma saída para essa polarização (Bolsonaro x Lula). Esse é o objetivo principal. Mas, dentro dessa construção, é possível que eu concorra a algum outro cargo (que não o de presidente). Essa definição, no entanto, vai vir apenas nas próximas semanas”, disse o ex-ministro, que neste sábado (14) esteve em Santos para participar de um evento do União Brasil. Entre suas bandeiras, a principal é o combate à corrupção. “Acho que há bandeiras que precisam ser levantadas. Ética na política”. Ele também afirmou que estão entre suas principais pautas o crescimento econômico, a recuperação do emprego, o fim do foro privilegiado e as reformas, como a administrativa e a tributária. “Eu senti que havia um chamado para retornar à vida pública (...) O fim do foro privilegiado também teria um efeito saudável político, porque eliminaria uma relação não muito saudável entre os poderes”. O ex-juiz ficou famoso por ter condenado o ex-presidente Lula (PT) a nove anos e seis meses de prisão dentro dos processos da Operação Lava Jato, em 2017. Em 2019, já no governo de Jair Bolsonaro (PL), ele assumiu o cargo de ministro da Justiça e Segurança Pública. Ficou nele por um ano e quatro meses e saiu em meio a rusgas com o presidente, afirmando que Bolsonaro queria controlar a Polícia Federal para proteger os filhos. Moro disse, ainda, que o Supremo Tribunal Federal (STF) perdeu credibilidade e que isso se aplica também à anulação de sua decisão envolvendo Lula. Voto facultativoSobre suas bandeiras, afirmou que defende o voto facultativo quando perguntado sobre o alto índice de pessoas que dizem não querer ir à urnas ou que anularão o voto no caso de um segundo turno entre Lula e Bolsonaro. “Poderia ser facultativo. Poderíamos ter uma reforma política e essa seria uma medida importante, mas tem outras, como acabar com a reeleição”. Questionado sobre um eventual segundo turno entre os pré-candidatos do PT e do PL, Moro preferiu não emitir opinião. “A escolha não deveria ser entre o menos pior. Mas qualquer declaração antecipada é inapropriada. Vamos esperar”. Sergio Moro disse ser um liberal e acredita na importância do setor privado. Ele manifestou ser a favor da desoneração da folha de pagamento e que reformas estruturantes são necessárias para lidar com o desemprego no País. “Precisamos diminuir os tributos que são cobrados em cima dos salários, para estimular o trabalho com carteira formal. Isso é factível, desde que seja obtida uma outra fonte de recurso”. O ex-ministro disse ser a favor das privatizações, inclusive da Petrobras, mas com “adesão pragmática e não ideológica”. “Como a Petrobras. É possível? Faz sentido? Tem modelo de fazer isso de modo que a empresa, que hoje quase que exerce um monopólio, acabe se tornando um monopólio privado? Se existe esse modelo e ele pode ser aplicado, podemos fazê-lo”.