Situação tem gerado reclamações de quem trafega de carro pela via, principalmente após o início da operação do Veículo Leve sobre Trilhos (Vanessa Rodrigues/AT) Quem passa pela Rua João Pessoa, no Centro de Santos, tem encontrado um cenário cada vez mais comum: veículos imóveis entre os cruzamentos, longas filas e sucessivas paradas em semáforos. A Reportagem esteve no local e constatou o problema em diferentes trechos da via, onde é frequente um sinal abrir e, poucos metros depois, o seguinte fechar, interrompendo o fluxo e represando os veículos nas quadras. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! A situação tem gerado reclamações de motoristas, principalmente após o início da operação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) na região. “Depois que mexeram no sistema e o VLT entrou, ele contribuiu muito para esse congestionamento. Muito mesmo. É horrível. Muita gente está tentando evitar e pegar a (Rua) General Câmara, que é mais livre”, diz o motorista de aplicativo Paulo Santos, de 70 anos. Segundo ele, a falta de sincronismo faz os condutores perderem tempo mesmo quando não há veículos cruzando a via. “Não pode isso daí, porque tem vias que são mais movimentadas e outras que são menos. O semáforo fechou, ficamos quase dois minutos parados no semáforo, e não passou um carro da (Avenida) Conselheiro (Nébias) para cá”, observa. A percepção é compartilhada por Valmir Chagas, de 70 anos. “Como não tem sincronismo, abre aquele (semáforo) de lá, e aqui está parado. Ou seja, trava aqui e vai travando lá trás. Como aumentou o tempo do intervalo, vem mais carro. Aí, fecha e trava tudo”, relata. Outro motorista de aplicativo, sob anonimato, afirma que o trânsito “fluía mais” antes do início da operação do VLT e “agora está bem caótico”. Também declara evitar passar pela região sempre que possível. “Abre um (semáforo), o próximo está fechado, e assim por diante. Então, a gente perde bastante tempo aqui. Os piores horários são a manhã e o final do dia, que são bem difíceis.” Paulo Santos destaca, porém, que filas se formam em todos os períodos e sugere que a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) reveja a sincronização dos semáforos. “Tinha que ter uma engenharia mais moderna”, com “um tempo para cada.” Resposta Em nota, a CET diz que “segue cobrando junto à Artesp (Agência de Transporte do Estado) agilidade para regularizar a sincronização dos semáforos da linha do VLT, operada pela BR Mobilidade, com os equipamentos da malha viária urbana gerenciados pela companhia”. A companhia comenta ter sido informada de que a Rua João Pessoa recebe prioridade nesse trabalho e que, ao longo da via, os controladores semafóricos da linha do VLT receberam equipamentos de outro fornecedor, com tecnologia de comunicação por fibra óptica entre os cruzamentos. Ainda conforme a CET, enquanto não são concluídos os serviços de instalação e integração dos aparelhos, executados pela empresa contratada pela operadora do VLT, os controladores semafóricos continuam operando com relógio interno. A companhia afirma que “essa condição tem impactado a sincronização dos semáforos”.