[[legacy_image_64116]] O ritual de montar e desmontar a barraca é uma realidade há 58 anos para Salvador dos Santos, de 75, um dos feirantes mais antigos da Cidade. Desde a semana passada, no entanto, essa rotina foi alterada com a proibição do funcionamento de feiras livres em função do lockdown. Embora o serviço de delivery já fosse uma realidade, a alternativa foi inovar e fazer do quintal da casa da família, na Ponta da Praia, em Santos, seu novo ponto de vendas. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! Filho de Salvador, Luiz Guida afirma que essa foi a maneira que eles encontraram para não mandar os funcionários embora e atender a clientela fiel da Barraca de Frutas do Salvador. Nas redes sociais, pelo perfil do Facebook Santos Hortifrúti Delivery, ele divulga as frutas, as verduras e os legumes que o consumidor tem à disposição. “Assim, o cliente vê os produtos e pode escolher. Fazemos chamadas de vídeo e, assim, podemos continuar nosso negócio sem demitir ninguém”, diz. Aliás, Guida conta que contratou mais duas pessoas para fazerem as entregas. “Os clientes são fiéis, e isso ajuda a gente a manter o negócio. Mas está bem difícil. Feira é serviço essencial, sim. Entendo o momento, mas vendemos comida e estamos enfrentando muitas dificuldades com a proibição do funcionamento. Os prefeitos da Baixada precisam ver isso”, desabafa o filho do feirante. Delivery não basta Salvador, que já tomou a primeira dose da vacina contra a covid-19, não vê a hora de que tudo isso passe para garantir o sustento do seu negócio. “Antes da proibição, eram 75% presencial e 25% por delivery. Por melhores que sejam as entregas, elas não são o suficiente para garantir pagamentos de mercadoria, salários, compras etc. Espero que, depois do prazo, as feiras voltem. Se isso não acontecer, serão 10 mil pessoas na rua”, calcula o feirante.